23 de Julho de 2019
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É preciso compreender que a crise vigente não é somente causada pela Dilma e pelo PT

Após as eleições do ano passado o rancor perante o Governo da presidente Dilma Roussef e a gestão do Partido dos Trabalhadores (PT) tem aumentado vertiginosamente. A inquietação popular é grande. Ao longo destes primeiros meses de mandato, muitas manifestações por todo o País acontecem pedindo o impeachment de Dilma e a extinção de seu partido.

A crise que o Brasil vive na contemporaneidade é grande e preocupante, entretanto, as manifestações e o ódio presentes contrários a Dilma e ao seu partido são descabíveis. Os manifestantes são influenciados pela grande mídia, que é alinhada à oposição reacionária e que não está findada em um projeto político, econômico, educacional e social para a nação. Enfim, a oposição fomenta uma crise para desgastar o Governo e se apropriar do poder. Esta apropriação já está acontecendo, visto que o Governo está sitiado, e neste contexto é possível ver figuras execráveis como o Eduardo Cunha, Aécio Neves e Jair Bolsonaro se destacarem na política nacional como possíveis salvadores da pátria.

Não estou defendendo a presidente Dilma ou o PT. O meu pensamento é de que não podemos nos ancorar em um reducionismo de relegar os problemas de nosso País a uma figura ou a algum partido político.

Temos que saber separar as esferas de poder e averiguar o funcionamento da máquina pública. Existem as esferas do Executivo, Legislativo e Judiciário; isto acontece nos três âmbitos da governabilidade do nosso País que são as cidades, os estados e a União propriamente dita. Diante disso é comum o cidadão confundir problemas do nicho estadual ou municipal com o federal, sendo aqueles em sua maioria distinta da ordem nacional.

Neste cenário é importante compreender que o governo de cada uma das esferas recebe dinheiro de grandes proprietários rurais, indústrias, empreiteiras, da mídia, entre outros. Dessa forma, é compreensível que a culpa não seja simplesmente do PT ou da Dilma.

Diante disso, os cidadãos alienados pelos grandes meios de comunicação sensacionalistas e vendidos aos grandes interesses do capital afirmam: "A Dilma e o PT venderam o Brasil para as empreiteiras " , "A Dilma roubou a Petrobras","Queremos hospitais padrão FIFA", "O Lula foi o criador do mensalão, e disse que não sabia de nada", "Por que a Dilma vendeu o País para as empreiteiras?".

Todas estas inquietações e frases comuns dos manifestantes são justificáveis, mas não podem ser simplesmente ligadas ao Governo Federal, se a oposição toda tivesse no poder, embora grande parte já esteja a situação seria a mesma, talvez pior.

Portanto, quando forem votar não pensem que Aécio Neves, Eduardo Cunha, Jair Bolsonaro, Celso Russomano, Fernando Collor, Tiririca, Geraldo Alckmin, Celso Russomano, Beto Richa, José Serra e entre outros sejam a solução contrária ao PT.

O PT está longe de ser o partido que defende o interesse do povo que o elegeu nestes dezesseis anos, mas não é pior que o PSDB, PMDB, DEM, PP, entre outros partidos.

A verdadeira manifestação contra a política nacional deve ser o boicote nas eleições a estes partidos citados e ao PT também, além, é claro, aos meios de comunicação que regem soberanamente em nossa nação como a Rede Globo, a Revista Veja e os jornais Folha de São Paulo e Estado de São Paulo, por exemplo.

Caro leitor, se você acha que escrevi bobagens e mesmo assim pretende ir à manifestação do dia 16 de agosto contra a Dilma, não use a camisa da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), pois esta é uma entidade privada e uma das mais bandidas existentes em nosso País, portanto uma das mais corruptas, ou seja, usar a camiseta da seleção como símbolo contrário à corrupção e ao Governo vigente é bobagem, e não representa o seu sentimento de nacionalidade.



Eduardo Oliveira

Redação AssisCity
Eduardo Oliveira
professor de História, Filosofia e Ética e Cidadania Organizacional e estudante de Pedagogia
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