20 de Setembro de 2019
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Manchas no dente?

Saiba mais sobre a hipoplasia de esmalte dentário

A hipoplasia de esmalte se define como uma alteração na estrutura do tecido dentário, que tem como origem alguma "falha" na mineralização do esmalte do dente, ou seja, é uma formação incompleta ou defeituosa da matriz orgânica que dá origem ao esmalte dentário e pode ser conseqüência de eventos que interferem na formação normal desta matriz. A hipoplasia pode apresentar origem genética ou ambiental e etiologia sistêmica ou local.

Clinicamente, tem uma aparência irregular, manchada, acompanhada ou não de sensibilidade além de ser mais susceptível à doença cárie visto que, com a rugosidade apresentada neste dente há uma maior formação de placa bacteriana. Ela vai desde manchas brancas irregulares e rugosas, passando por sulcos e ranhuras acastanhados, podendo chegar a alterações mais complexas. Podem estar localizadas em um ou até em todos os dentes.

As lesões tendem a repercutir negativamente na qualidade de vida da criança uma vez que compromete a estética quando localizada em dentes anteriores. Desta forma, o tratamento de dentes hipoplásicos recuperando a estética e harmonia facial é de grande importância na autoestima da criança ou adolescente.

Como ela ocorre

Ocorre quando a matriz orgânica, que forma o esmalte dentário, sofre agressões. Os ameloblastos – células que fabricam a matriz orgânica - são muito sensíveis a qualquer agressão química, mecânica (trauma), agressão infecciosa (viral e bacteriana), infecções tipo otite média, complicações asmáticas- nutricional (deficiência de vitaminas A, C, D, Cálcio e Fósforo), distúrbios perinatais (prematuridade, baixo peso ao nascer), rubéola, desnutrição, sarampo e agressões térmicas (febre alta) sofridas pelo corpo sistemicamente.

Os ameloblastos interrompem a produção da formação de matriz orgânica do esmalte dentário, deixando falhas na formação do dente, quando sofrem as agressões citadas no mesmo período de formação do dente. Cada dente tem uma fase de formação, os dentes de leite começam a se formar quando o bebê ainda está no ventre da mãe, a partir da segunda semana intrauterina. Quanto mais significante for a agressão coincidindo com o período de formação do esmalte dentário, mais extensa será a má formação. Entretanto, a hipoplasia só aparece se a injúria ocorrer na época em que os dentes estão em desenvolvimento ou durante a fase de formação do esmalte. Depois do esmalte estar mineralizado, não existem mais riscos de ocorrerem estes defeitos.

É difícil controlar alguns fatores de agressão, como aqueles relacionados às doenças sistêmicas citadas acima, porém, é possível minimizá-los com bom acompanhamento médico e de uma odontopediatra de confiança que possa diagnosticar e tratar o caso da melhor maneira.

A prevenção contra a cárie é imprescindível. Quando diagnosticada a hipoplasia, é importante proporcionar ao paciente uma reabilitação que promova completa reconstituição, por meio de novos materiais disponíveis e técnicas restauradoras mais conservadoras. A reabilitação devolverá ao paciente efeito estético, funcional e também psicológico. É importante também não deixar de fazer as manutenções de profilaxia bucal a fim de evitar o acúmulo de placa e consequentemente cárie dental.

O tratamento indicado para as hipoplasias varia bastante de acordo com o estado de cada paciente ou acordo com o grau de severidade dessa anomalia.

Há vários protocolos de tratamento a serem realizados, desde clareamento, microabrasão, restaurações estéticas diretas e coroas unitárias.



Divulgação/ Foto: internet
Patricia Sartori
É cirurgiã dentista formada na Faculdade de Odontologia de Bauru - USP. Atende na Clínica que fica na Rua: Avenida 9 de Julho, 1129 – Assis/SP. Tel:. (18) 3324 6090 // Vivo: 99701 8491
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