22 de Junho de 2018
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Operação cumpre 15 mandados em unidades prisionais do Oeste Paulista

Investigações começaram a partir de trechos de manuscritos encontrados nos esgotos do Presídio

A operação Echelon, que investiga uma célula do PCC chamada de "sintonia de outros estados e países”, cumpre, nesta quinta-feira (14), 15 mandados de prisão preventiva por participação em organização criminosa em quatro unidades prisionais do Oeste Paulista. A ação é realizada em conjunto pela Polícia Civil, Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), e Secretaria de Administração Penitenciária (SAP).

Na região, conforme o delegado Everson Contelli, são nove mandados de prisão preventiva na Penitenciária "Maurício Henrique Guimarães Pereira", a P2 de Presidente Venceslau, quatro na Penitenciária de Pacaembu, um na Penitenciária de Martinópolis e um na Penitenciária de Junqueirópolis.

No caso dos alvos que já estão no sistema prisional, o mandado será apresentado e eles responderão por mais um crime.

As investigações começaram a partir de trechos de manuscritos encontrados por agentes penitenciários nos esgotos da P2 de Presidente Venceslau. A Polícia Civil identificou sete líderes e confirmou a existência da célula "sintonia de outros estados e países".

No decorrer das apurações foi identificada a participação de 103 pessoas na célula da facção que age dentro e fora dos presídios e, nesta quinta-feira (14), as equipes cumprem um total de 75 mandados de prisão e 59 de busca e apreensão em 14 estados. O grupo investigado é responsável por acirrar disputa entre facções no país, elevando o número de assassinatos.

Os criminosos teriam assumido as funções da "sintonia" quando os líderes da organização criminosa ficaram isolados no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), em 2016, em decorrência da operação Ethos, que revelou esquema envolvendo advogados da facção.

"A deflagração da operação também tem por finalidade investigar o envolvimento em outros homicídios e desaparecimentos de pessoas em todo o país, a partir de um domínio único dos líderes da organização que engendraram o esquema criminoso. Durante as investigações, foram apreendidas mais de uma tonelada de drogas e preso, no aeroporto de Guarulhos, quando retornava da Bahia, em maio, um dos líderes dessa célula criminosa que autorizava mortes quase que diariamente", segundo a polícia.


Parte dos mandados de prisão é cumprida na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (Foto: Reprodução/TV Fronteira)


G1
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