17 de Novembro de 2018
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Sindicatos Rurais da região criticam sistema para controlar comércio de defensivos

Além da exigência do cadastramento, os produtores temem que o tal controle, em vez de facilitar, vai embaralhar toda a rotina no campo com suas exigências nada práticas.

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo vai controlar e acompanhar a comercialização de agroquímicos por meio do GEDAVE – Gestão de Defesa Animal e Vegetal.

O cadastramento dos produtores paulistas é obrigatório e o prazo para se inscrever termina em 01/01/2019, depois dessa data, quem não estiver devidamente cadastrado no sistema será impedido de realizar aquisição de defensivos. O produtor tem que informar todas as culturas que produz em sua propriedade.

Fabricantes e Revendedores também são obrigados a se cadastrar e quem não informar ficará impedido de vender ou comprar.

Para os representantes do Sindicato Rural de Assis, de Cândido Mota, Maracaí, Pedrinhas Paulista e Cruzália, esse sistema será mais um obstáculo no processo de produção agropecuária. "Vai ser mais uma burocracia para atrapalhar a vida do produtor”, afirma Antonio Jabur, presidente do Sindicato Rural de Cândido Mota.

Além da exigência do cadastramento, os produtores temem que o tal controle, em vez de facilitar, vai embaralhar toda a rotina no campo com suas exigências nada práticas.
Outro produtor que questiona a função do GEDAVE é Izo David, do Sindicato Rural de Assis. "Defensivo é um dos insumos mais caros no processo produtivo. Só aplicamos o mínimo possível. Não vamos comprar um produto caro para aplicar à toa”. David também acredita que na prática esse sistema não contribuirá com nada. "É muito fácil para o governo criar um mecanismo de controle e deixar que os produtores se virem com o fornecimento de informações e ainda sejam punidos por não aderirem ao cadastro e ficarem sem adquirir os insumos para a próxima safra”.

Os produtores afirmam que esse excesso de zelo por parte do governo vai ser mais um tiro que sairá pela culatra. "Ao impor tantas regras e exigir documentação pra tudo, o governo facilita justamente o que quer impedir: a comercialização informal e o uso ilegal de produtos.
Os Sindicatos Rurais da região estão empenhados em defender os produtores contra mais essa insensatez. Pois ao contrário do que o governo estadual afirma, isso não facilita em nada a rotina no campo.



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