12 de Dezembro de 2018
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Mãe do assisense Jefferson, goleiro do Botafogo, conta sobre a despedida do filho do futebol

A mãe do goleiro que já integrou a Seleção Brasileira conta como foi a homenagem ao filho conhecido no país todo

O assisense Jefferson de Oliveira Galvão teve uma grande trajetória no futebol e se despediu dos campos nesta segunda-feira, 26, após uma partida no Estádio Olímpico Nilton Santos, o "Engenhão”. Aos 36 anos, ele atuava como goleiro no Botafogo e disputou sua última partida contra o Paraná, no Rio de Janeiro.

Com vitória de 2x1 para o Botafogo e o abraço da mãe, a despedida não poderia ser melhor. O jogo celebrou o encerramento de sua carreira profissional, trajetória cercada de lutas e vitórias, que incluiu a participação na Seleção Brasileira.

O jogo contra o Paraná foi o 459º de Jefferson pelo Botafogo, marcando tanto o jogador, quanto a torcido alvinegra, que com faixas, bandeiras e camisetas homenageou o ídolo.

"Foi muito emocionante e muito gratificante poder ver o último jogo do meu filho depois de 18 anos jogando pelo Botafogo”, contou emocionada Maria Sonia de Oliveira, mãe do atleta.

A mãe lembra que Jefferson começou a jogar ainda menino, aos 7 anos, pela Escolinha da Ferroviária em Assis. Aos 14 anos, ele passou na peneira do Cruzeiro e ganhou o mundo.

"Ele foi embora novinho, aos 14 anos. Depois já foi para o Botafogo, ficou um tempo e de lá foi jogar na Turquia, retornando ao Botafogo, onde jogou pelo time até o momento. A preocupação de mãe sempre esteve presente. Quando ele era pequeno, não incentivei tanto por medo, mas ele era muito focado, muito dedicado ao futebol e depois que ele passou na peneira do Cruzeiro passei a incentivar, porque vi que ele, mesmo pequeno, levava aquilo a sério, tinha um propósito”, detalhou a mãe.

Maria Sonia lembra que sempre foi difícil lidar com a distância e a saudade do filho goleiro.

"Ele era menino novo, meu caçula, então foi muito difícil. No começo eu não entendia muito bem, principalmente quando ele foi para a Turquia, que foi o pior período. Não conseguia conciliar os acontecimentos, mas agradecia a Deus por ele já estar casado, pois sabia que ele tinha suporte e não estava lá sozinho”, desabafou.

"Quando ele voltou para o Brasil foi a maior alegria e a cada conquista dele eu crescia junto. É uma satisfação imensa ao ver suas vitórias, sendo conhecido no país todo. Agora então estou ainda mais sossegada, pois mãe de atleta só descansa quando sabe que o filho está bem, pois na carreira corre riscos e a mãe sofre junto. Agora estou tranquila ao saber que ele não está mais de frente com o perigo, terá mais tempo com a família e para gerenciar seus projetos e negócios. É muito orgulho!”, finalizou a mãe.


Emocionado, o goleiro assisense Jefferson é abraçado pela mãe


Redação AssisCity/Foto: Divulgação
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