19 de Julho de 2019
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O incrível mundo da informática

COLUNISTA

Os androids da vida. Todos os ETS que nos conectam com esse mundo misterioso. Opus tanta resistência a essa tecnologia e agora não sei mais viver sem ela. Essa inteligência artificial, aliada a humana, nos oferece um mundo infinito de conhecimentos. As novas gerações já nascem conectados a ela. Lógico que há necessidade de acompanhamento para conter os excessos e visualizações do mal. A leitura jamais deve ser descartada. Ela também nos liga ao infinito virtual, crescemos com ela e é sempre fonte de conhecimento e inspiração. Assim como é a música erudita, infelizmente tão distante dos jovens atualmente.

Rodrigo Baggio: um transformador de gerações através dessa tecnologia.

Ele é fundador e presidente do Comitê para a Democratização da Informática. Seu objetivo principal é a transformação de comunidades carentes, estimulando a educação e cidadania.

Antes dos 20 anos já tinha uma empresa própria de softweire.

Um dia teve um sonho.

Nesse sonho apareciam jovens de baixa renda e resolveu que sua vida seria dedicada a eles. Utilizou-se de programas de reciclagem para conseguir os computadores.

Essa rede de informação já possui 842 instalações, espalhadas por 15 países.

Esse programa já beneficiou quase dois milhões de pessoas, chegando aos lugares mais remotos da América Latina, beneficiando pessoas de diferentes faixas etárias, culturas e etnias.

Ele abdicou da posição bem sucedida nas empresas onde atuava para atuar no campo social.

Começou no Morro Dona Marta, em Botafogo, no Rio de Janeiro. Queria ensinar a juventude daquela comunidade a manter os equipamentos e deles extrair a melhor tecnologia.

Sua organização tornou-se referência na área de inclusão digital.

Muito interessante.

O Comitê utiliza um método educacional desenvolvido por Paulo Freire. Esse excepcional educador brasileiro, já falecido, desenvolveu uma técnica de alfabetização de adultos simplificada. Tudo era baseado no contexto de vida do indivíduo. Com isso, eles se capacitaram para ser agentes de sua própria transformação.

São CINCO PASSOS.

1 - Leitura do mundo e análise da própria realidade.
2 - Análise dos problemas e soluções.
3 - Planejamento de ações.
4 - Execução mesmas com envolvimento da comunidade.
5 - Avaliação das atividades e início de novas etapa.

Como era considerado enquanto aluno?

Disléxico, hiperativo, com dificuldades para aprender pelo método tradicional.

Isso lhe acarretou exclusão e só começou a se desenvolver através da associação de palavras com imagens de revistinhas por ele colecionadas.

Frase destacada por ele e motivação aos alunos :”A culpa não é do rato”.

Os jovens pesquisaram a comunidade e elegeram um problema: ratos gigantes provocavam doenças e feriam as crianças.

Verificaram que a culpa era dos moradores.

Jogavam lixo na rua e não o reciclavam. Organizaram a mudança negativa de hábitos através de panfletos, folhetos, cartazes e palestras para conscientização da população.

Atualmente.

É membro de uma associação de disléxicos e palestrante em Davos, na Suissa. Possui título de doutor honoris causa por uma universidade americana.

Obs.: Todas as escolas brasileiras e responsáveis pelas políticas públicas devem desenvolver projetos sobre meio ambiente, integrando os jovens à cidadania, através das modernas tecnologias.

O combate ao tabagismo e o descarte da bituca do cigarro nas calçadas e bueiros seria uma excelente iniciativa.

COLUNISTA
Elda Cecília Bolfarini Jabur
é professora de História formada peLa Unesp de Assis. Trabalhou no Sesi e no Estado até aposentar-se. Há muito tempo dedica-se a escrever para jornais, faz óleo sobre tela e pertence à Ordem Rosacruz - AMORC há mais de 30 anos. Reside na Cidade de Cândido Mota/SP.
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