25 de Junho de 2019
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A realidade sobre o descobrimento do Brasil...

COLUNISTA - Carlos R. Ticiano

E Deus criou o mundo, sem o patrocínio das empreiteiras. Adão e Eva em parceria com a
cobra inventaram o drive-in para se divertirem. Os políticos construíram Brasília para discretamente fazerem suas ”maracutaias”. E os Chineses trataram de fabricar e exportar tudo
o que os habitantes deste planeta, viriam a utilizar na rotina do seu dia a dia.

Naquela época, os aprendizes de políticos, já se digladiavam em batalhas sangrentas para
tomarem posse do maior número possível de países para posarem de poderosos. Nesta
época, Pedro Álvares Cabral já cansado da rotina de sair todos os dias para pescar e à noite
ficar bebendo nas tabernas, resolveu se aventurar pelo Mar Oceano a procura do tal caminho
para as Índias.

Com o incentivo do Rei Dom Manuel e uma poderosa esquadra formada de dez naus e três
caravelas e uma tripulação numerosa, composta de todo tipo de homens, entre eles até
degredados, partiu Cabral do Tejo sem lenço e sem documento. Não sei se por problemas na
bússola, no traçado de rota do GPS ou se por falta de vento, que o próprio Vasco da Gama já o
havia alertado, acabaram nos costados, do que viria a ser a America do Sul.

Do lado de lá do continente, viviam os aborígenes, deste lado de cá do continente, viviam os
indígenas divididos em várias etnias. Comandados por Caciques e morando em tabas, os
índios tinham uma vida tranqüila, sem problemas de transporte, desemprego, segurança e
saúde. Mas todas essas regalias estavam com os dias contados, depois de navegarem por
muito tempo, do alto da gávea (cesto de observação) de uma das caravelas, alguém avistou e
gritou: Terra à vista!...

O dia exato que aportaram por aqui, ninguém sabe direito. Considerando que todo mundo
mexia naquela folhinha, talvez o dia mais exato tenha sido 22 de Abril de 1500. Inicialmente
aos sinais de terra avistados, um monte (Monte Pascoal), um porto, (Porto Seguro), uma ilha,
(Ilha de Vera Cruz), uma terra (Terra de Santa Cruz) e depois de consultarem as cartas de tarô,
decidiram finalmente por Brasil. Diante do acontecido, Cabral enviou de volta a Portugal uma
caravela, levando uma carta escrita pelo escrivão Pero Vaz de Caminha, relatando a descoberta de uma nova terra, e em seguida, seguiu viagem com destino as Índias.

Já com as caravelas ancoradas com a ajuda de flanelinhas, pisaram em terra firme para um
primeiro contato com os índios, que andavam nus e com os corpos pintados. Sem entenderem
nada, acharam melhor ir com calma, e saíram distribuindo todo tipo de quinquilharia, pois
pensaram se tratar de uma passeata a reivindicar alguma coisa.

Não foi fácil o relacionamento com os indígenas, considerando a intenção dos portugueses de
apropriarem-se de suas riquezas naturais, entre elas, da árvore pau-brasil de onde se extraiam
uma tinta avermelhada, do ouro e das pedras preciosas. Diante desse impasse diplomático, foi
tiro pra lá, flechada pra cá e muita gente morta e ferida. Teve até um bispo Dom Pero Fernandes Sardinha que acabou entrando para o cardápio do dia e servido no self-service do
restaurante do Cacique.

Teve também o caso do bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva (Anhanguera) que iludiu os
índios, fingindo por fogo nas águas ao colocar aguardente em uma vasilha e atear fogo. Tudo

isso para obrigar os índios a dizer onde se encontravam as minas de ouro e de pedras preciosas. Toda essa riqueza, aqui retirada era enviada a Portugal, o que deixava as elites
coloniais revoltadas e inconformadas com a situação do Brasil em ser apenas uma Colônia
Portuguesa. Diante desta situação, Dom Pedro I não teve outra escolha a não ser proclamar a
Independência do Brasil.

A partir desta data, o Brasil passou a ser exatamente o que é hoje, ou seja, o país dos políticos,
e não mais dos índios, dos trabalhadores, dos aposentados, dos idosos, dos jovens... Acredito
que não preciso entrar em maiores detalhes para explicar como foi o nosso passado, como
está sendo o nosso presente e como será, sabe Deus, o nosso futuro.

COLUNISTA - Carlos R. Ticiano
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