24 de Agosto de 2019
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Saúde de Paraguaçu enfrenta surto da síndrome ‘mão-pé-boca’

A síndrome "mão-pé-boca” é considerada muito comum no período de aulas e pode se espalhar ainda com mais facilidade devido ao tempo seco

O Departamento de Saúde de Paraguaçu Paulista está em alerta contra a síndrome "mão-pé-boca”, devido à ocorrência de surtos da doença em escolas públicas municipais.

A coordenadora de Vigilância Epidemiológica do Departamento de Saúde, Gisele Oliveira, orienta que é muito importante que as crianças diagnosticadas com a doença não sejam levadas à creche ou à escola.

"Os pais devem prestar atenção aos sintomas e sinais da doença. Na maioria dos casos, os sintomas são leves e podem ser confundidos com os do resfriado comum. Quando a
sintomatologia típica da doença mão-pé-boca se instala, a erupção das lesões na orofaringe é antecedida por um período de febre alta e gânglios aumentados, seguido de mal-estar, falta de apetite, vômitos e diarreia”, relatou Gisele.

Esta doença é altamente contagiosa, então é fundamental que os pais ou responsáveis, ao suspeitarem da doença, encaminhem seus filhos ao médico para tratamento. Se for confirmada a suspeita, é imprescindível o afastamento do ambiente coletivo por, no mínimo, 10 dias.

"A criança poderá permanecer eliminando vírus pelas fezes por até quatro semanas. Isso implica que as medidas de higiene nos ambientes coletivos e também nos lares precisam ser rigorosamente mantidas”, destacou a coordenadora de Vigilância Epidemiológica do Departamento de Saúde, Gisele Oliveira.

O que é

A síndrome Mão-Pé-Boca é comum em bebês e crianças menores de 10 anos de idade. Trata-se de uma infecção enteroviral (vírus presente no intestino) contagiosa, causada pelo vírus Coxsackie.

A transmissão se dá pela via fecal/oral, através do contato direto entre as pessoas ou com as fezes, saliva e outras secreções, ou então através de alimentos e de objetos contaminados. Mesmo depois de recuperada, a pessoa pode transmitir o vírus pelas fezes durante aproximadamente quatro semanas. Não existe vacina contra a doença.

O quadro clínico é autolimitado e melhora espontaneamente com as defesas do organismo, e o tratamento será direcionado para amenizar os sintomas, com o auxílio de antitérmicos, medicamentos para coceira e analgésicos prescritos pelo médico.

Em casos onde as lesões na boca impedirem a alimentação e ingestão de líquidos, pode ser necessária a administração de soro. Portanto, as recomendações médicas deverão ser rigorosamente seguidas.

Dicas importantes:
– Nunca romper as bolhas das lesões.
– Manter as unhas das crianças curtas.
– Higienizar diariamente os brinquedos que as crianças utilizam com água e sabão, deixar secar
naturalmente.
– Intensificar a higienização das superfícies onde as crianças tocam;
– Ensinar as crianças a cobrir a boca e nariz quando espirrar e tossir e usar papel (se possível).
– Ensinar as crianças a lavar as mãos antes após tossir/espirrar, utilizar o banheiro e antes das refeições.
– Manter as janelas abertas para melhor circulação do ar, seja nas escolas ou nos domicílios.

A síndrome "mão-pé-boca” é considerada muito comum no período de aulas e pode se espalhar ainda com mais facilidade devido ao tempo seco. Os principais sintomas são feridas na boca, além de erupções nas mãos e nos pés.


É muito importante que as crianças diagnosticadas com a doença não sejam levadas à creche ou à escola


Assessoria de Comunicação da Prefeitura – Silvana Paiva
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