11 de Dezembro de 2019
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Secretaria estadual da Saúde confirma primeira morte por leishmaniose em Marília

Relatório divulgado aponta ainda que a região tem 15 casos em humanos confirmados, além de outra morte, em Tupã. Prefeitura de Marília trata o caso como ‘em investigação’

A Secretaria Estadual da Saúde divulgou esta semana relatório com os casos de leishmaniose no estado no primeiro semestre e confirmou a primeira morte em Marília (SP).

Segundo o relatório, o Centro-Oeste Paulista tem 15 casos confirmados em humanos e duas mortes – o outro caso aconteceu em Tupã.

A vítima que morreu em Marília é uma mulher de 72 anos, moradora do bairro Santa Antonieta. Ela morreu no fim de maio, mas a confirmação só aconteceu após a divulgação do relatório. A mulher tinha outros problemas de saúde e a leishmaniose foi confirmada em exame rápido.

Segundo a prefeitura de Marília, porém, o caso desta mulher ainda é tratado pela Secretaria Municipal de Saúde como "em investigação” porque ainda não foi confirmado pelo Serviço de Verificação de Óbito (SVO). Mesmo assim, a Vigilância Sanitária informa que adotou todos os procedimentos previstos para casos positivos da doença.

A vítima de Tupã tinha 58 anos e morava na Vila Industrial, na zona sul da cidade. A morte foi confirmada em maio. A mulher tinha leishmaniose e dengue.

Segundo o relatório, o Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado informa que, neste ano, até o dia 1º de julho, foram registrados 30 casos e seis mortes por leishmaniose visceral em todo o estado.

Segundo o veterinário Lupércio Garrido, da Divisão de Zoonoses de Marília, as ações de prevenção à doença estão sendo desenvolvidas em toda a cidade. Na região do bairro Santa Antonieta, porém, os agentes fazem um procedimento chamado inquérito canino, em busca de casos positivos em animais.

A leishmaniose é transmitida pela picada do mosquito palha infectado. O parasita da doença ataca o sistema imunológico e a doença pode evoluir para uma forma visceral mais grave, que pode ser fatal se não for tratada.

A doença, quando progride, se manifesta de dois a oito meses após a infecção e se caracteriza por acessos irregulares de febre, perda de peso, fraqueza, aumento do baço e do fígado, nódulos linfáticos inchados e anemia.

A prevenção da doença deve ser feita evitando que o mosquito palha se reproduza em áreas abertas e úmidas, limpando entulho, mato e o lixo orgânico.

Divulgação G1 - Prefeitura de Marília faz busca por animais infectados na região onde foi registrada a morte por leishmaniose
Prefeitura de Marília faz busca por animais infectados na região onde foi registrada a morte por leishmaniose


G1
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