23 de Agosto de 2019
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Comerciantes se preocupam com bandeira vermelha na tarifa de energia

Empresários que têm negócios com alta demanda de energia já projetam impacto pesado da conta de luz no balanço. Mudança da bandeira representa cobrança extra de R$ 4 a cada 100 quilowatts consumidos

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou bandeira vermelha para o mês de agosto. Isso significa uma cobrança extra de R$ 4 a cada 100 quilowatts consumidos, situação que preocupa empresários do Centro-Oeste Paulista.

No salão de beleza de Andréia Ferrari, em Botucatu (SP), desde que a bandeira tarifária saiu da cor verde para a amarela, a conta subiu em média R$ 300.

No local, tudo é movido a energia: secador, chapinha, ar-condicionado, iluminação, esterilizador e lavatório.

"De R$ 325 foi para R$ 715 mais ou menos a nossa conta. Imagine agora com a vermelha. Não sei o que vamos fazer. Vamos ter que buscar algum caminho para dar uma diminuída nisso."

Já a empresária Fabíola Quebem, dona de uma lavanderia na cidade, explica que a situação também está complicada em seu setor de negócios.

"Não tem como eu diminuir o ar-condicionado ou ventilador, as máquinas. Quando aumenta a demanda, as máquinas ficam ligadas o dia inteiro", explica Fabíola.

Dentro de casa, por exemplo, a orientação de especialistas é diminuir o tempo no chuveiro e evitar abrir e fechar a geladeira o tempo todo.

Segundo o economista Alexandre Pires de Campos, não dá para fugir da bandeira tarifária, mas é possível pagar menos desligando tudo o que for possível quando não estiver sendo utilizado.

A justificativa da Aneel para mudar a bandeira tarifária é que, com o período de seca, a produção de energia nas hidrelétricas diminui. Para compensar, é necessário utilizar energia gerada pelas termoelétricas, que é mais cara.

Divulgação - Aneel anuncia bandeira tarifária vermelha para o mês de agosto na região
Aneel anuncia bandeira tarifária vermelha para o mês de agosto na região


G1
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