11 de Dezembro de 2019
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Amamentar faz bem tanto para o bebê quanto para a mãe, afirma especialista do Hospital das Clínicas

Aleitamento também colabora para a formação do sistema imunológico das crianças, entre outros benefícios

No dia 1º de agosto é celebrado o Dia Mundial da Amamentação. A data tem como objetivo promover a amamentação, bem como ajudar no combate à desnutrição infantil e no incentivo à doação de leite materno para crianças que não podem ser amamentadas.

Considerado o alimento mais completo e equilibrado que existe, o leite materno oferece uma série de benefícios nutricionais para os bebês e, por este motivo, deve ser consumido de forma exclusiva durante os seis primeiros meses de vida, segundo a Organização Mundial da Saúde.

"Após este período, ele, sozinho, acaba não sendo mais suficiente, e a alimentação deve ser complementada com frutas e papinhas; a OMS recomenda, ainda, que seja mantido entre as refeições até dois anos ou mais”, explica Valdenise Tuma Calil, médica pediatra e neonatologista do Instituto da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas da FMUSP.

Assim, além de nutri-los, essa primeira fonte alimentar se sobressai por proporcionar inúmeros fatores de defesa que auxiliam na prevenção de infecções, em especial diarreia e doenças respiratórias. O aleitamento também colabora para a formação do sistema imunológico das crianças, favorece o desenvolvimento motor-oral e cerebral e reduz o risco de obesidade e de doenças alérgicas, cardíacas, autoimunes e crônicas, como hipertensão arterial, hipercolesterolemia e diabetes dos tipos 1 e 2.

A amamentação ajuda, ainda, a aumentar o vínculo afetivo entre a mãe o filho, o que contribui para o bem-estar de ambos e para a sensação de realização das mulheres, minimizando, inclusive, as chances de depressão pós-parto. E esses não são os únicos benefícios para a saúde delas. O aleitamento materno pode fazer com que a sua perda de peso se torne mais rápida, pois o gasto de energia é maior, e reduzir os riscos de desenvolver doenças como diabetes tipo 2 e cânceres de ovário e de mama. "Quanto mais tempo elas amamentam, menor a prevalência desses tumores”, conclui Valdenise.

Diante disso, para não prejudicar a produção láctea, alguns cuidados são essenciais. A tensão e o cansaço pós-parto podem atrapalhar a liberação do leite. Assim, é de suma importância contar com o auxílio e o apoio dos pais e familiares, bem como descansar nos intervalos das mamadas e manter-se relaxada e tranquila. Já para as mulheres que produzem bastante quantidade, é necessário esvaziar as mamas, pois deixá-las muito cheias também pode ser prejudicial à mãe e reduzir a produção. Para isso, a doação de leite é uma excelente alternativa. Além de garantir a manutenção da secreção desse alimento natural, gratuito, e que faz tão bem ao bebê, é possível ajudar outras mães que não conseguem amamentar os seus filhos. Orientações sobre a doação e serviços de Banco de Leite e Postos de Coleta podem ser consultadas em www.rblh.fiocruz.br.

Para celebrar a Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM), que acontece entre os dias 1 e 7 de agosto, o Instituto da Criança e do Adolescente do HCFMUSP e o Instituto Central do HCFMUSP prepararam uma programação especial, com palestras e atividades diversas.

Ilustrativa - Amamentar faz bem tanto para o bebê quanto para a mãe, afirma especialista do Hospital das Clínicas
Amamentar faz bem tanto para o bebê quanto para a mãe, afirma especialista do Hospital das Clínicas


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