22 de Outubro de 2019
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Médico da Euroclínica fala sobre reposição hormonal na menopausa e risco de câncer de mama

Dr. Carlos Izaías Sartorão Filho é especialista em Ginecologia e Obstetrícia, Mestre e Doutorando pela UNESP e Professor de Medicina da FEMA


Falar sobre reposição hormonal na menopausa e os riscos que ela pode trazer em relação ao câncer de mama é um dos assuntos mais pautados na ginecologia.

Para esclarecer dúvidas, o médico Carlos Izaías Sartorão Filho, que atende na Euroclínica Assis nas especialidades de Ginecologia e Obstetrícia, respondeu algumas das principais perguntas sobre o tema. Confira:

As mulheres que fazem reposição hormonal têm mais chances de desenvolver câncer de mama?

Muitos estudos bem delineados já demonstraram que mulheres que usam a terapia de reposição hormonal (TRH) após a menopausa têm um aumento do risco de câncer de mama. Estima-se que a TRH é utilizada por cerca de 12 milhões de mulheres no mundo, iniciando o uso principalmente após os 50 anos de idade. Nesta faixa etária, o câncer de mama é o tipo mais comum de neoplasia maligna, ocorrendo em cerca de 3% da população feminina.

As mulheres na menopausa terão que fazer a reposição hormonal durante toda a vida?

Entidades médicas que regulamentam o uso dos hormônios recomendam o uso da TRH pelo período mais curto possível e sempre de acordo com indicações específicas, embora muitos protocolos clínicos e opiniões de alguns profissionais sejam menos criteriosos na sua prescrição. As informações em longo prazo sobre os efeitos da TRH e dos diferentes tipos de hormônios utilizados ainda são inconsistentes na literatura. Portanto, devemos ter cautela quanto ao uso, em especial por muitos anos.

E quanto aos tipos de hormônios utilizados?

Um estudo realizado pelo Collaborative Group on Hormonal Factors in Breast Cancer, e publicado há cerca de 1 mês no The Lancet, uma das mais respeitadas revistas científicas, mostrou que com exceção do uso de cremes vaginais a base de estrogênios, todas as outras formas de reposição hormonal foram associadas a aumento do risco de câncer de mama.

Estrogênios e progestogênios usados em conjunto por longa duração são os mais associados ao aumento do risco de câncer de mama. Após cessar a TRH, algum risco adicional ainda persiste por mais de 10 anos. Usuárias por mais de 5 anos de TRH têm um risco duas vezes maior quando comparadas às usuárias de TRH por um período menor do que 5 anos.

Dessa forma, qual é o perfil das mulheres que têm mais riscos de desenvolver um câncer de mama devido à reposição hormonal?

Os pesquisadores divulgaram que mulheres com mais de 50 anos, usando TRH após a menopausa, por um período maior do que 5 anos de duração, poderiam ter um risco aumentado de desenvolver câncer de mama entre 50 e 69 anos de idade, de cerca de 1 em cada 50 usuárias de formulas contendo estrogênio + progesterona de uso contínuo; usando estrogênio diário + progesterona em períodos cíclicos, o risco seria de 1 em cada 70 usuárias; e utilizando apenas preparações com estrogênio isolado (sendo que esta situação apenas é recomendada para as mulheres que já retiraram o útero), o risco seria de 1 em cada 200 usuárias. Já o uso em curto espaço de tempo, abaixo de 1 ano, parece não aumentar os riscos.

Doutor Sartorão também faz questão de salientar que o acompanhamento médico é imprescindível às mulheres independente da faixa etária, já que há diferentes tipos de câncer ginecológicos e maneiras de preveni-los.

"O mais importante é que as mulheres façam consultas ginecológicas periodicamente e, a qualquer desconfiança ou sintoma, procure o atendimento médico o mais rápido possível, pois a prevenção da doença e a detecção precoce são essenciais para a cura”, finaliza.

Serviço

Euroclínica
Rua Benedito Spinardi, 1440 – Jardim Europa/Assis
Telefone: (18) 3324-2122

AssisCity - Dr. Carlos Izaías Sartorão Filho é especialista em Ginecologia e Obstetrícia, Mestre e Doutorando pela UNESP e Professor de Medicina da FEMA
Dr. Carlos Izaías Sartorão Filho é especialista em Ginecologia e Obstetrícia, Mestre e Doutorando pela UNESP e Professor de Medicina da FEMA


Leia também: Médico da Euroclínica explica os diferentes tipos de câncer ginecológicos e como preveni-los

Redação AssisCity/ Fotos: AssisCity
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