17 de Novembro de 2019
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Dívida pública do Brasil não é da Previdência Social, afirma Sindicado dos Bancários de Assis

COLUNISTA - Sindicato dos Bancários de Assis e Região

O Brasil tem uma dívida pública superior a R$ 5 trilhões. Desse total, em torno de 65% é endividamento interno, sendo eleita a Previdência Social pelo atual governo e pela grande mídia como a principal causadora do rombo da dívida do nosso país.

Diante disso, foi apresentada uma proposta de reforma, emenda constitucional 06/2019 já aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados e em primeiro turno no Senado Federal, aguardando a votação final ainda neste mês e a sua promulgação.

Pelas informações e dados oficiais, a Previdência consome apenas 24% do orçamento federal, enquanto mais de 40% é destinado ao pagamento de juros e amortização da dívida pública, lembrando que a Saúde e a Educação gastam juntas menos de 8%.

"O rombo das contas públicas não está e nunca esteve na previdência. Aliás, ela é um dos principais instrumentos de distribuição de renda no país. É o que melhora um pouco a desigualdade social brutal que existe no Brasil, e não é o foco dos problemas, pelo contrário, é parte da solução”, afirma Fabio Escobar, secretário geral do Sindicato dos Bancários de Assis.

Na verdade, existe uma inversão de prioridades no sistema financeiro (bancos) que, em vez de
emprestarem para a indústria, comércio ou para empreendedores que queiram iniciar um negócio e gerar empregos e renda, depositam toda sua sobra de caixa no Banco Central com remuneração diária, cujo montante é superior a R$ 1 trilhão.

"Não seria mais prudente o governo mudar seu diagnóstico para melhorar o equilíbrio fiscal, focando outras alternativas como os sonegadores, os devedores, as desonerações e não retirar os 30% da DRU da seguridade social, cumprir com as contribuições do PIS, Cofins e CSLL para a
seguridade social, ao invés de sacrificar mais ainda a população, em especial os mais pobres?”,
indaga Escobar.

Divulgação - Fabio Escobar, secretário geral do Sindicato dos Bancários de Assis
Fabio Escobar, secretário geral do Sindicato dos Bancários de Assis


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