17 de Fevereiro de 2020
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Lixo nas ruas: uma questão de cidadania

COLUNISTA - Arildo Almeida

Andando pela cidade, muitas vezes me deparo com entulho e outros lixos. Lixo residencial, que produzimos diariamente; lixo volumoso, como sofá, cama, colchão; e muitos outros tipos de lixos. Mas esse lixo espalhado que vejo por aí não está em algum lugar afastado, abandonado e muito menos durante a semana; ele está pelos bairros e, principalmente, aos domingos. Não, não estou me referindo ao lixo produzido pelo comércio. Eu me refiro ao lixo doméstico, gerado em nossas casas.

Também é rotina ver pessoas jogando lixo pela janela do carro. Há algumas que até colocam em sacolinhas, mas jogam pela janela aquilo que não querem por perto. Além de ser um desrespeito e descaso com meio ambiente, é uma infração média passível de multa e prevista no Código de Trânsito. E o pior: é uma tremenda falta de educação.

Sabemos que a coleta de lixo em nossa cidade é feita de segunda a sábado, no período da manhã; domingo é o único dia da semana que não tem coleta domiciliar. Mas, mesmo assim, algumas pessoas insistem em limpar o seu quintal e jogar o lixo na rua, como se essa rua não fizesse parte do seu quintal e do seu mundo. É lastimável ver que, embora a separação e a destinação correta do lixo já devessem fazer parte do nosso cotidiano, ainda existem muitas pessoas que insistem no péssimo hábito de jogar o lixo nas ruas, nas praças, nas esquinas, nos parques, nas rodovias e nas praias.

Mas por que ainda existem pessoas que jogam o lixo no chão, sem culpa alguma? Porque falta consciência coletiva e sentimento de cidadania em cada um de nós. Separar o lixo e deixá-lo num cantinho do quintal até o próximo dia da coleta não mata ninguém. Mas, para muitos, é melhor do que colocar na próxima esquina, só pra não lidar com o problema de perto. Vem a chuva e o lixo da esquina vai para o bueiro mais próximo, que entope e aí começam os alagamentos. Não, isso não é só uma questão do poder público. É uma questão nossa. Separar o seu lixo, colocar no dia da coleta e até levar ao ponto de descarte correto (no caso de móveis, colchões etc.) é uma obrigação, um sentimento de pertencimento e de carinho com o local que você vive. Sem a consciência coletiva o problema do lixo jogado pela cidade nunca será solucionado.

Lixo é responsabilidade de todos nós. Quando e onde o deixamos também.

Bom dia, Assis!!!

Divulgação
Arildo Almeida
Arildo Almeida é arquiteto formado pela Universidade de Taubaté (UNITAU) e o atual presidente da Fundação Educacional do Município de Assis (FEMA).
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