23 de Fevereiro de 2020
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Penitenciária de Assis realiza projetos em alusão ao Janeiro Branco e ao Dia da Visibilidade Trans

Ações foram realizadas na Escola da Penitenciária de Assis

Foram realizadas na Escola da Penitenciária de Assis projetos em alusão à campanha Janeiro Branco, que tem por objetivo a promoção da saúde mental, e ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, comemorado em 29 de janeiro. O objetivo é dar maior visibilidade às pessoas transgênero, que compõe uma das minorias sociais.

O Projeto Janeiro Branco foi idealizado pela Diretora de Reintegração Social e Atendido à Saúde da Unidade, Aparecida Conceição de Souza, e foi executado por ela e pela psicóloga Elisa Maria Malacrida, e teve como público alvo reeducandos da Unidade, que tiveram participação espontânea. Foi apresentado ao grupo o filme "Garota Interrompida", de James Mangold, ambientado em 1967, em um hospital psiquiátrico, baseado no livro de autoria de Susanna Kaysen, uma das personagens do filme.

O filme discute o tratamento dado a adolescentes dos anos 60, não necessariamente "loucas", mas muitas vezes mal compreendidas. Após o filme houve discussão em grupo, abordando o fato de que os seres humanos são seres de conteúdos psicológicos e subjetivos e que suas vidas são estruturadas em torno de questões mentais, sentimentais, emocionais, relacionais e comportamentais. E sobre a necessidade da subjetividade humana ter destaque em nossa cultura para prevenir o adoecimento pessoal e de outras pessoas.

Já o Projeto Dia Nacional da Visibilidade Trans, foi idealizado pela Diretora Substituta de Trabalho e Educação, Roseli Ferreira Ameduri e executado em parceria com a graduanda de Letras da UNESP de Assis, Yasmin Dionisio Paes. O Projeto contou com duas atividades. A primeira foi a apresentação do filme "A Garota Dinamarquesa”, de Tom Hooper, que conta a história de Lili Elbe, nascida Einar Wegener, que foi uma artista de sucesso na Dinamarca, e provavelmente a segunda pessoa transgênera da história, pelo menos que se tenha registrado, a submeter-se a uma série de cirurgias de redesignação sexual, nos anos 30.

Após o filme houve discussão em grupos sobre o que é transgeneridade e como a sociedade pode progredir em um sentido de igualdade quando essas pessoas têm seus direitos assegurados.

A segunda atividade do Projeto foi a palestra Visibilidade Trans, realizada por Yasmin, abordando a identidade de gênero, a orientação afetiva sexual e o sexo biológico, tendo como objetivo alcançar a diminuição de preconceitos, facilitando a convivência na Unidade Prisional.

Os projetos realizados em janeiro na Unidade, segundo um reeducando que participou dos eventos, "favorecem novos conhecimentos que a gente nem imaginava que existiam, abrem nossa mente para novas idéias, para que a gente consiga deixar de lado velhos preconceitos....é bom até pra convivência com a família, entender o que acontece com os filhos, por exemplo, e viver melhor em sociedade", finaliza.

Assessoria
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