14 de Agosto de 2020
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A eterna busca pela informação confiável

COLUNISTA - Arildo Almeida

Twitter, Facebook, Whatsapp, Instagram, Linkedin. Essas são algumas redes sociais que rodam informações vindas de pessoas e empresas diferentes. Mas será que todas as notícias que rodam nas redes são verdadeiras e confiáveis?

Antes da pandemia aqui no Brasil, muitos de nós usávamos as redes sociais – seja por falta de tempo ou porque a notícia é mais curta e mais rápida – como fonte de informação. Whatsapp e Facebook são as redes sociais mais usadas para publicação de notícias, reais ou não. O curso de Gestão de Políticas Públicas da USP identificou que o Whatsapp é a principal rede social usada para divulgar notícias falsas e são os grupos de família que mais fazem isso. A pesquisa mostra que 51% de informações repassadas no aplicativo são em grupos de família. Mas se antes do coronavírus chegar no Brasil, buscávamos notícias nas redes sociais, isso mudou. No período da pandemia, a confiança em consumir informação nas redes sociais caiu. O Datafolha revelou, numa pesquisa realizada em março, que no período de pandemia o índice de confiança em redes sociais é de 12%, mas quando as notícias são de emissoras de televisão, esse número sobe para 61% e 56% em jornais. Segundo a Claro (operadora de TV a cabo), a audiência dos canais de notícias aumentou 118% desde que a OMS declarou a pandemia. Na TV aberta, não é diferente porque a Globo tem tido recordes de audiência com seus telejornais, além de dedicar mais de dez horas de sua grade para o telejornalismo. Nos Estados Unidos, a pesquisa do Pew Research Center apontou que os americanos acham que a imprensa tradicional (TV, rádio e jornal) tem feito um trabalho bom (40%) e muito bom (30%) quando o assunto é cobertura do coronavírus. Ou seja, quando o assunto é sério, as pessoas recorrem às mídias tradicionais.

E aí, falamos do bom e velho jornalismo. Aquele que tem como missão ser exercido com ética, ouvindo todos os lados de uma única história. Aquele que se faz com checagem de fatos, de fontes e de dados. E isso independe se é notícia de televisão, jornal, rádio ou internet. A questão é uma só: responsabilidade. Não podemos sair por aí divulgando fatos sem checar, muito menos sem ouvir o outro lado. E isso não é regra só de jornalismo. É uma regra de todos nós. Divulgar informação sem saber se é confiável e verdadeira é espalhar o vírus da fake news. E esse vírus cria outras pandemias: a do pânico e a de desavenças.

Informações falsas chegam fazendo alarde, sem fontes identificadas e pedindo para que sejam compartilhadas rapidamente. Precisamos fazer o exercício diário de agir como se fossemos jornalistas: procurar fontes oficiais e ouvir todos os lados de uma única história, sabendo que imparcialidade é mito, mas isenção é obrigação de todos nós. Temos que ser responsáveis pelo que postamos e pelo que encaminhamos, principalmente porque verdades envolvem vidas e pessoas.

Bom dia, Assis!!!

*Colaborou Andreia Alevato

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