13 de Agosto de 2020
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Aldir Blanc

COLUNISTA - Elda Jabur

Aldir Blanc

Gravação de sua voz " A minha vida nunca teve tanta beleza”.

Referindo-se à sua juventude.

Recortes de versos: Vida noturna.

Eu gosto quando alvorece

Porque parece que está anoitecendo

E gosto quando anoitece que só vendo

Porque penso que alvorece

Outros

Acendo um cigarro molhado de chuva até os ossos

E alguém me pede fogo

É um dos nossos

Então parece que eu pude

Mais uma vez outra noite

Reviver a juventude

Todo poema é feliz

Porque quanto mais triste Mais se ilude

Alguns dados sobre sua biografia.

Nasc.: 02/09/1946

Morte:04/03/2020. Rio de Janeiro

Foi importante compositor de músicas famosas brasileiras, cronista ( reunidas em livros) e médico com especialização em psiquiatria.

Escreveu mais de 600 canções, com cerca de 50 parceiros, músicos famosos do Brasil.

Seus maiores destaques:

Bala com bala, O mestre sala dos mares, Dois pra lá, dois pra cá, De frente pro crime, O ronco da cuíca, Transversal do tempo,

Corsário, O bêbado e o equilibrista, Catavento e girassol, Coração do agreste e Resposta ao tempo.

Começou a compor com 16 anos e aos 17 aprendeu a tocar bateria.

Tornou-se amigo do cantor João Bosco, com quem fez parcerias em letras e canções. Teve muitas intérpretes, talvez a principal Elis Regina.

A canção ”O bêbado e o equilibrista” ficou imortalizada em sua voz.

Nos últimos anos de sua vida , ficou recluso, com uma certa fobia social. Talvez decorrente de um acidente que o

Impedia de andar livremente pelas ruas da cidade.

Infelizmente foi acometido por esse último vírus, vindo a falecer.

Vamos rever a letra de uma de suas músicas, que considero mística.

"O bêbado e o equilibrista”

Caía A tarde feito um viaduto Me lembrou Carlitos

A lua Tal qual a dona de um bordel Pedia a cada estrela fria Um brilho de aluguel

E nuvens Lá no mata-borrão do céu Chupavam manchas torturadas Que sufoco

Louco O bêbado com chapéu coco Fazia irreverências mil Pra noite do Brasil Meu Brasil

Que sonha Com a volta do irmão do Enfil (n0 exílio durante a ditadura) Com tanta gente que partiu Num rabo de foguete

CHORA a NOSSA PÁTRIA mãe gentil Choram Marias e Clarisses No solo do Brasil

Mas sei Que uma dor assim pungente Não há de ser inutilmente

A esperança Dança, na corda de sombrinha E em cada pano dessa linha

Pode se machucar Azar A esperança equilibrista Sabe que o shou de todo artista

TEM QUE CONTINUAR

A memória do brasileiro é curta.

Mas isso não pode continuar

Compete às escolas , as famílias, ao estado

Render as devidas homenagens

Às pessoas que contribuíram

Pra deixar nossas vidas

Mais felizes

A última secretária da educação

Ao ser interrogada por Maitê Proença

Sobre uma merecida homenagem a esse grande poeta

Disse” Nâo vou transformar a minha secretaria

Em um obituário”

Que aberração, falta de preparo e sensibilidade.

VIVA PRA SEMPRE

Nosso imortal "Aldir Blanc”

Assim Seja.

Elda Cecília Bolfarini Jabur

Professora de História , Rosacruz e Martinista.

Divulgação
Elda Jabur
é professora de História formada peLa Unesp de Assis. Trabalhou no Sesi e no Estado até aposentar-se. Há muito tempo dedica-se a escrever para jornais, faz óleo sobre tela e pertence à Ordem Rosacruz - AMORC há mais de 30 anos. Reside na Cidade de Cândido Mota/SP.
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