14 de Agosto de 2020
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Neste mês de julho

ARTIGO - Por Wilma Coronado Antunes

*Por Wilma M. Coronado Antunes

Sempre gostei muito do mês de julho.

Um mês da colheita do café quando nos reuníamos na fazenda, todos de férias. Família grande era assim mesmo, cada um terminava seus deveres escolares nas cidades onde estudavam e nos juntávamos com alegria. Cada um na sua individualidade, tinha a liberdade de optar por seus gostos e escolhas.

O clima era diferente de hoje, um mês de inverno pra se usar roupas quentes de lã, casacos, gorros, luvas e meias. E como deixou saudade, um tempo de nos reunir, de nos abraçarmos, de contar histórias, de deitar cedo e levantar logo nos primeiros raios da manhã que nos aqueciam tão delicadamente.

Depois, o tempo tão célere deixou toda nossa convivência ser acrescentada por filhos pequenos que adoravam ir pra fazenda. Aí então éramos muitos, os mais velhos, os mais jovens e as crianças.

Momentos felizes que estão estampados em fotos, poucas e já descoradas pelo passar tão veloz do tempo.

E hoje, este mês de julho de 2020 já não trará lembranças felizes. Um ser invisível denominado corona vírus transformou nossas vidas, tirou nossa paz e põe em risco a saúde de todos nós. O planeta Terra de cor azul se entristeceu com o ataque silencioso desse vírus tirando a vida de milhões de seres humanos, atacados numa guerra sem precedentes ,sem bombas, sem estilhaços, sem canhões ,sem armas e munições. Vivemos neste mês de julho dias nervosos, com nossos rostos protegidos por máscaras, que escondem nossos sorrisos e nossa expressão facial e também escondem nossos lábios tão importantes na comunicação verbal.

As escolas, que sempre nos alegraram tanto, agora estão vazias, sem aquela algazarra alegre de gritos e vozes infantis. E o nosso comércio tão vivo, tão colorido, também baixou suas portas e a cidade umedeceu. Nossa economia já tão frágil se deteriorou com o aumento absurdo das pessoas desempregadas. Estamos em casa sem os convívios de que tanto gostávamos. Mais tristes, mais ansiosos, mais preocupados com um vírus que nos tomou de surpresa e não sabemos quando será extirpado deste nosso mundo. Um vírus que mostrou as fragilidades do nosso pobre país com suas desigualdades injustas agora visíveis para o planeta.

Entretanto, podemos até parecermos frágeis, mas puro engano, somos brasileiros dotados de uma força interior e de uma criatividade tão raras que conseguiremos, com a ajuda das vacinas que já estão em fase de testes, e com todas nossas potencialidades retomar novos caminhos. Deus é nosso Pai e Ele estará junto de nós, abrandando nossas dificuldades e nos conduzindo por atalhos preciosos do amor e da solidariedade à reconstrução de um mundo melhor para todos.

Divulgação
Wilma Coronado Antunes
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