02 de Julho de 2022
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O segundo filho: ter ou não ter, eis a questão

COLUNISTA - Poliana Possatti

Passado a adaptação do primeiro ano de vida, começamos a desfrutar a nova fase com aquele pedacinho de gente, ainda considerado um bebê, mas que dá gargalhadas, anda, fala e até canta pela casa. Um amor imenso que aquece ainda mais o seu coração. Você se pergunta todos os dias: Como é possível amar tanto? Um amor que não para de crescer um minuto sequer. É nesta fase que geralmente costumamos iniciar um novo questionamento: Devo ter um segundo filho?

Muitas vezes a pergunta não vem nem da nossa cabeça. Começam geralmente pelos avós, pelas titias ou até mesmo daquela desconhecida do posto de saúde que olhando o seu rebento já manda: não tá na hora ter outro?

Acredito que ser mãe de segunda viagem é já sair na frente e ter uma boa bagagem de experiências para compartilhar com o próximo filho. No entanto, muitos pontos devem ser analisados antes da decisão entre marido e mulher. Todos os pontos devem ser minimamente analisados: o que poderá acontecer com a vinda do segundo bebê, as novas despesas da família, relacionamento com o cônjuge, a mudança na rotina, a vida profissional e social da mãe e também a preparação do filho mais velho.

Um outro ponto e não menos importante a ser levado em consideração é a idade biológica do casal, principalmente da mulher. É necessário analisar todos os fatores e considerar uma possível gestação de risco nos casos de mulheres que se aproximem ou passe dos 40 anos.

Divulgação - Poliana Possatti, jornalista - Foto: Divulgação
Poliana Possatti, jornalista - Foto: Divulgação


Mas talvez o principal ponto que deve ser analisado antes de todos esses já citados seja: Quero ser mãe de um segundo filho? Não há forma mais genuína e íntima de olhar pra dentro de si e se analisar profundamente, enxergar como tem sido a sua vida até então, suas metas, objetivos a serem alcançados em outros segmentos, para entender se é a hora ou não te ter um outro bebê. Pergunte-se se a maternidade tem sido suficiente e prazerosa na sua vida.

Talvez essa não seja sua a hora. E talvez isso nem seja pra você. Talvez você carregue ainda a exaustão que o filho único te proporciona e tem certeza que ainda não está pronta. Todas essas considerações são as mais importantes e difíceis de serem analisadas.

Que não nos deixemos levar pelo julgamento alheio e frases repugnantes como: "Você está sendo egoísta em não dar um irmãozinho para seu filho!" Somente você pode entender sobre a realidade da tua própria vida. A chegada de um segundo filho pode proporcionar ainda mais felicidade à família e deixar o lar mais completo. Mas novos desafios serão exigidos de você. Pense bem e recalcule a rota da sua jornada, se necessário.
Redação AssisCity
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