07 de Julho de 2020
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Reflexão sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente em tempo de coronavírus

COLUNISTA - José Reynaldo Bastos da Silva

Em 05 de junho de 2020, sexta feira, celebrando o Dia Mundial do Meio Ambiente, torna-se oportuna uma reflexão sobre o coronavírus e as consequências pós-pandemia.

Sabemos que já se chama de "o novo normal” aos tempos atuais e pós-pandemia. Isto quer dizer que nós temos que esquecer o modo como vivíamos antes e estabelecermos um novo modo de vida a partir de agora.

Ou seja, há um divisor no tempo de vida da humanidade sobre o planeta Terra: o antes e o depois do ataque avassalador do Covid-19, que já exterminou 382.867 vidas humanas das quais, nas últimas 24 horas, foram 1.473 mortes no Brasil, infelizmente o 1º lugar em mortes/dia do mundo.

Há uma necessária, imprescindível mudança de hábitos, costumes e comportamentos para fazermos acontecer, se quisermos preservar a espécie humana.

Por força de lei e imposição de corretas restrições sanitárias, já estamos fazendo relativamente bem a lição de casa.

Mas, para daqui em diante, se quisermos transferir às gerações futuras um mundo pelo menos igual ao em que nós vivemos hoje, teremos que mudar para valer, melhorar muito e não deixar retroceder.

Os recursos naturais são finitos. Os elementos básicos para nossa existência se reciclam, como a água, o ar e o solo (que sustenta a produção de alimentos).

Porém, se não cuidarmos do uso racional destes três elementos vitais, evitando-lhes a poluição e a contaminação pelas nossas próprias atividades econômicas, fatalmente sucumbiremos pela desqualificação de seus usos.

Como sabemos, a pegada ecológica (marca indelével que cada um de nós deixa no meio ambiente durante nossa vida) avalia a pressão do consumo das populações humanas sobre os recursos naturais; a quantidade de solo e água que seria necessária para sustentar as gerações atuais, levando em conta os recursos materiais e energéticos gastos pela população. Na escala global, projeta-se que, se continuarmos no ritmo acelerado de crescimento econômico e populacional atual, no ano de 2030 precisaremos de um planeta e ¾ de outro planeta para acudirmos a vida prevista de 10 bilhões de
pessoas no mundo. E nós só temos um planeta! O que então cada pessoa deve fazer?

Primeiro, combater as visões distorcidas que ainda se manifestam politizando erroneamente questões de saúde pública, economia e meio ambiente que fatalmente trazem calamidades públicas, como a pandemia que se abate sobre nós desde 11 de março de 2020.

Obedecer e agir sempre com base em conhecimento técnico-científico divulgado por órgãos oficiais e rechaçar as chamadas fake news motivadas pela ignorância ou intencionalidade de confundir as pessoas, explicando-lhes as verdades sobre os fatos.

Articular e cobrar dos governantes ações de políticas públicas eficientes, com ampla base social; para levar resultados concretos principalmente aos mais necessitados.

Que neste Dia Mundial do Meio Ambiente, em tempo de coronavírus, tenhamos pelo menos a noção de que a Terra é nossa casa comum!

Divulgação
José Reynaldo Bastos da Silva
cândido-motense, é graduando em Direito pela Fundação Educacional do Município de Assis (FEMA)
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