27 de Outubro de 2020
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Sobre o Dia Nacional de combate as Drogas!

A fase de criança e a adolescência do ser humano constituem um período decisivo no ciclo vital para o início do uso de drogas, seja como simples experimentação, ou como consumo ocasional, indevido ou abusivo. Fatores como, relações familiares saudáveis desde o nascimento da criança, servem como proteção para toda a vida e, de forma muito particular, para o adolescente. E é notório que na discussão da prevenção do consumo de álcool, tabaco e maconha deve-se destacar o diálogo e uma revisão do contexto familiar e outros ambientes importantes para esta prevenção do uso indevido de drogas, como grupo de amigos, igreja, escola, comunidade e a mídia.

Quanto mais aceito e liberado o uso de drogas, mais fatores de risco existem. Por outro lado, vários estudos apontaram que o perigo difere de acordo com as pessoas e seu contexto. A disponibilidade e a presença de drogas na comunidade de convivência têm sido vistas como outros fatores de risco do uso de drogas por adolescentes, uma vez que o excesso de oferta naturaliza o acesso.

Um aspecto que deve ser considerado se refere à atitude falha da família com relação ao uso de drogas, incentivando a iniciação dos jovens. Fatores de risco para o uso de drogas pelas crianças e adolescente incluem: falta de investimento nos vínculos que unem pais e filhos, envolvimento materno raro ou precário, métodos disciplinares inconsistentes ou coercitivos, permissividade, dificuldades em colocar limites aos comportamentos inadequados infantis e juvenis, a tendência à super proteção, educação autoritária associada a pouco ou nenhum zelo, pouca afetividade nas relações, e o pior: aprovação do uso de drogas pelos pais.

Os "amigos" também têm sido visto como um dos maiores prenúncios do uso de substâncias, contudo, a questão não pode ser vista de forma simples, uma vez que o desenvolvimento de amizades tolerantes e que admitem as drogas representa o final de um processo onde fatores individuais, familiares e sociais antagônicos se combinam de maneira a crescer a possibilidade do uso abusivo de substancias entorpecentes.

Sobre o papel da escola, seja ela como agente transformador, seja como local propiciador do ambiente que acentua as condições para o uso de drogas, existem fatores específicos que predispõem as crianças e os adolescentes ao uso de substâncias, por exemplo, a falta de motivação para os estudos, a ausência repetida ou prolongada das atividades escolares, o mau desempenho escolar, o desejo de ser independente, a procura por novidades a todo preço e a invariável rebeldia.

Finalizando, cabe ressaltar o papel da mídia como fator de risco, no caso das drogas lícitas, os meios de comunicação geralmente mostram imagens muito favoráveis, mas não devemos demonizar a mídia, uma vez que ela reflete a própria cultura vigente, e é um erro menosprezar a capacidade crítica dos jovens. Nenhuma propaganda atinge efeito infernal de convencimento, quando fatores protetores atuam em direção contrária. A ampliação de um espírito crítico e reflexivo na família, na escola e com os amigos serve de base para que adolescente adote postura criteriosa quanto às mensagens relativas às drogas lícitas, difundidas através dos meios de comunicação.


Valmir Dionizio - Policial Militar da reserva, formado em Educação Física, vereador em Assis e voluntário do Amor-exigente em Assis/SP.

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