29 de Setembro de 2020
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APEOESP de Assis é contra retorno às aulas em 8 de outubro

Para a entidade, a decisão de retomada das aulas deve ser feita pelo Estado e não pelos municípios

O retorno às aulas em municípios paulistas tem gerado grande expectativa para pais e responsáveis de alunos, classe docente e gestores escolares, assim como para sindicatos representantes da Educação. Em Assis, a Associação dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP) rejeita a possibilidade das aulas retornarem em 8 de outubro e entende que deixar para cada município decidir sobre o retorno ou não, não é o ideal, ou seja, o Estado deve definir isso e os municípios seguirem.

Contudo, de forma geral, a APEOESP entende que a situação da pandemia do COVID-19 ainda não está controlada, pois há diariamente registro de aumento de casos em todo o interior paulista, e acredita que o retorno às aulas só deve acontecer em 2021, após a chegada da vacina, sob risco de haver contaminação em massa em ambientes escolares.

Nilson Silva, coordenador da sub-sede da Apeoesp de Assis, alega que as crianças não estão preparadas para manterem distanciamento de outras nas escolas, ainda não têm bem definidos os hábitos de higiene e o uso constante de máscara, estarão em contato com professores e funcionários e gestores das unidades escolares, e depois retornam para suas casas e ficam em contato com pais e muitas vezes avós que se enquadram em grupos de riscos.

"A APEOESP é contra o retorno às aulas esse ano, antes que tenhamos uma vacina de acesso a todos, mesmo porque nossas crianças não estão preparadas para respeitar todos os protocolos sanitários e ainda podem contaminar seus familiares. Para reivindicar isso, nós vamos fazer um manifesto em São Paulo no dia 28 de agosto e depois faremos outro em Assis. Vamos posicionar também a questão de que o prefeito não deve ser o responsável pela volta ou não às aulas. Nós entendemos que essa é prerrogativa do Estado e deve ser seguida pelos municípios”, ressalta o coordenador da APEOESP de Assis.

Nilson lembra ainda que levantamento realizado na cidade de São Paulo aponta que 79% dos alunos estariam vulneráveis a contrair e transmitir a doença, o que reforça a cautela na decisão de retomada das aulas, considerando a amostragem de moradores de cada região.

"Existe uma visão da APEOESP de que o retorno das aulas deve ser demarcado pelo Estado, já que ele é o responsável, e os municípios devem acompanhar a decisão do Estado. É preciso ser feita uma amostragem da situação de cada região para então definir o retorno das aulas”, ressalta ainda.

"Estamos lutando com o governo pela vida, e não vamos parar, por isso teremos os atos na capital e também em Assis”, conclui.

Redação AssisCity
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