05 de Agosto de 2021
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Cruzes colocadas aos pés do São Francisco serão retiradas em ato ecumênico

A retirada será no dia 25 de julho às 10 horas

Em 7 de junho um grupo de moradores da cidade diante do aumento progressivo dos casos de contaminação pela COVID, do colapso do sistema de saúde e grande aumento no caso de mortes pela doença, decidiu realizar uma intervenção para chamar a atenção para a grande quantidade de mortes até aquele momento e provocar uma reflexão na consciência coletiva para a necessidade de se evitar aglomeração, até mesmo porque o local é conhecido ponto de encontro de muitos jovens.

"A ideia era realizar apenas uma intervenção artística em homenagem às pessoas falecidas pela COVID e que provocasse uma mudança de atitude por parte dos governos e de comportamento por parte das pessoas. Porém, após a instalação das cruzes e de uma faixa, o que se observou é que o local passou a servir também para outro propósito: um memorial improvisado para as famílias reverenciarem seus entes queridos em um movimento coletivo. As cruzes ganharam flores, terços, fotos, nomes e lembrancinhas em homenagem a tantas vidas perdidas", explica o Karol Tedesque, advogado e artista plástico, idealizador da ação.

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O psicólogo José Sterza Justo faz uma leitura sobre as muitas mortes e seus rituais manifestados com 364 cruzes aos pés do São Francisco de Assis.

"Diante desta nova situação, alguns colegas psicólogos se reuniram e discutiram os motivos que levavam as famílias a praticarem seus rituais de luto no local. Chegamos a compreender que havia a necessidade de se respeitar a dor daquelas pessoas naquele momento e decidimos manter a instalação, que inicialmente tinha a intenção de ser mantida por poucos dias, até que se discutisse a execução de um memorial mais adequado e definitivo", diz José Sterza Justo, psicólogo.

Karol avalia que foram atingidos os objetivos, sensibilizando gestores políticos e moradores da cidade e diz que as cruzes serão retiradas, porém com muito respeito aos familiares das vítimas da COVID-19.

"Hoje entendemos que os objetivos de nossa manifestação foram atingidos. Houve uma comoção geral na cidade que sensibilizou inclusive a Câmara Municipal, que acabou por aprovar a construção de um memorial em reverência às vítimas da doença e em respeito aos profissionais da saúde e assim decidimos por fazer a retirada das cruzes, com todo o respeito às pessoas que depositaram ali suas dores pelas perdas", justifica Tedesque.

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Ainda sobre a retirada das cruzes, o advogado e mentor as ação, comunica que será realizado um ato ecumênico no momento da retirada e familiares podem levar as cruzes para lugar mais adequado, caso desejem.

"Em respeito a todas as crenças o faremos no formato de um ato ecumênico e as famílias que desejarem levar para local mais apropriado as cruzes que entenderem representar o seu respeito ao seu ente que partiu poderão retirá-la e levá-la consigo. As demais serão guardadas", conclui o dr. Tedesque.

O ato ecumênico ocorrerá no próximo domingo, dia 25 de julho, às 10 horas, na rotatória da Avenida Rui Barbosa onde está a estátua de São Francisco de Assis.

Os organizadores convidam a população para participar do ato como forma de homenagear as vítimas da COVID-19 e pedem aos que comparecerem que utilizem máscaras de proteção, levem seu frasco com álcool 70% e mantenham-se a uma distância mínima de 1,5m de outra pessoa.

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Redação AssisCity
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