15 de Outubro de 2021
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Professor fantasiado de morte viraliza nas redes sociais

Ação foi desenvolvida durante o final de semana

O professor e jornalista Ulysses Silva, promoveu neste final de semana uma ação diferente para conscientizar a população sobre a importância de se vacinar contra a COVID-19.

Ele conta que muitos moradores se surpreenderam ao ver a "morte" caminhando por ruas de Assis com a placa no pescoço onde se lia "Não tome vacina".

Ele lembra que não se tratava de nenhuma cena de terror era apenas uma intervenção artística para chamar a atenção para a importância da vacinação.

"Vi no portal AssisCity as entrevistas de duas funcionárias da Secretaria da Saúde falando que o processo de vacinação estava indo muito bem na cidade, mas, que ainda havia um número muito grande de pessoas que não estavam indo vacinar-se, achei que tinha que fazer alguma coisa para ajudar na conscientização das pessoas, que é o que eu penso que realmente irá acabar com essa pandemia. Dai tive essa ideia" explica.

Ele conta que foi comprando a "fantasia" aos poucos: capa, capuz e a máscara, que tinha que ser engraçada.

"Tive medo de assustar as pessoas, o mais difícil foi encontrar a foice, por fim, mandei fazer uma placa com os dizeres "não tome vacina", pensei em criar um contra ponto entre a vida - tomar vacina, e a morte - não tomar vacina, mas tinha que ser uma ação positiva, alegre, que, embora usasse a imagem estilizada da morte, fosse uma caricatura dela, uma coisa engraçada, mas que fizesse as pessoas refletirem sobre a gravidade do momento em que estamos vivendo, apesar de muitos estarem morrendo, porque a vacina não chegou até eles - ou eles não chegaram à vacina", considera.

divulgação - Intervenção artística foi realizada em diversas ruas
Intervenção artística foi realizada em diversas ruas


Ele conta que ao verem a personagem morte as pessoas reagiram de diversas formas.

"Aconteceram as mais variadas reações, a maioria positiva, com as pessoas entendendo de imediato a mensagem, passavam por mim e buzinavam os carros e faziam o sinal de positivo, outros gritavam "é isso mesmo", "legal", "que boa ideia", uns tiravam foto e alguns até vieram conversar e pedir explicação, eu dava e eles saiam rindo, dizendo que não sabiam da gravidade da situação e que iriam ajudar a divulgar, por outro lado, também recebi xingamentos e fui hostilizado, nitidamente por pessoas contrárias à vacinação, mas não me ofendi não, afinal era para provocar alguma reflexão na cabeça justamente dessas pessoas. E se uma pequena parcela delas parar um pouco para pensar na importância de vacinar-se e vacinar aos que lhe são queridos eu já me dou por satisfeito", considera.

O professor conta que não esperava que as fotos tiradas fossem viralizar na internet.

"Eu mandei umas fotos para a minha rede social, pedindo aos amigos que concordassem com a ideia que compartilhassem, o retorno de manifestações positivas foi imediato. Na internet as coisas caminham mais depressa do que na calçada da avenida, e a gente não passa tanto calor".

Ele acredita que a ação atingiu seu objetivo.

"Eu não tinha um grande objetivo pensava apenas em duas coisas: 1, fazer uma homenagem aos profissionais da saúde, que tanto se desdobraram neste período - até postei uma foto da "morte" sendo vacinada! E, 2, provocar nas pessoas um questionamento sobre a importância da vida, afinal, só a "morte" sai ganhando se a gente não se vacinar!", conclui.

divulgação

Redação AssisCity
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