
Cláudio Messias*
Um amigo muito querido, destes que consideramos meio-irmão, está doente. Mas muito doente. Não há diagnóstico formal, oficial, mas pela sensibilidade de amigo quase irmão chego a, lamentavelmente, acreditar que seu quadro de saúde é terminal. E como é duro para nós, seres humanos, que vivemos ora da sensibilidade, ora da razão, aceitar o fim de uma passagem entre nós.
Não é doído somente para nós, amigos, a perda prenunciada. A dor é coletiva. E sua profundidade aumenta, em dimensão, quando sabemos que se trata de um ser jovem, a quem todos se preparam para ver cumprir sua missão em terra, e não despedir-se precocemente desta. Discordo daqueles que entendem que jovens, quando mortos, foram natimortos. Afinal, todos têm sua missão em vida. Mesmo este praticamente bebê, que foi concebido, nasceu, abriu os olhos, fez sorrisos estamparem rostos sérios e, agora, está prestes a fechar os olhos.
Eu, particularmente, escrevo estas palavras com lágrimas nos olhos. Custo a acreditar na morte de um jovem. Afinal, me apontem uma pessoa que acredite ser normal morrer antes de completar a maioridade. Meu saudoso amigo Luiz Luz, dono de Chimbica, seu Fusca cor creme, ano 1969, dizia que homem nenhum poderia morrer antes de tirar sua “carteira de motorista”. Há, pois, prazeres físicos e capitalistas a desfrutar na fase pós-18 anos. Coisa que esse meu amigo não vai desfrutar.
Soube da anomalia que afeta esse meu amigo quando iniciei minha carreira docente no ensino superior, em 2008. Mas, conhecedor que era – e sou – da força desse jovem em questão, pouco me preocupei. Afinal, a cada retorno a Assis saberia, tinha convicção, que uma hora viria a boa notícia sobre o revigorar daquele cuja força sempre admirei. Certeza que com o passar do tempo tornou-se dúvida. Dúvida que, agora, torna-se uma nova e inquietante certeza: o fim.
Mesmo jovem, esse meu amigo agradou e desagradou. Claro, como amigo vejo muito mais alegrias do que tristezas propiciadas por ele. Mas, reconheço que a simples existência dele, o mais competente de todos, incomodava. Incomoda. E não tenho dúvidas que agora, na véspera da morte, há quem sorria. Há quem comemore. É o sorriso da hiena que anda em bandos, na calada da noite. Hienas que matam e que comem para não deixar vestígios.
Recorro novamente a Luiz Luz, o “boca-mole”, para uma paráfrase: “Assis, a cidade da latinha”. “Lá, tinha a Mellior; lá, tinha a Nova América; lá, tinha o jornal Oeste Notícias; lá, tinha uma linha aérea para São Paulo; lá, tinha deputados estadual e federal; lá, tinha um curso de Jornalismo. Oh, meu amigo Jornalismo, o que fizeram de você?! Só nos resta desejar que descanse em paz, honrado pelos nomes das turmas que você formou. Profissionais da Comunicação que, assisenses ou vindos da região, hoje ajudam a salvar o Jornalismo fora daqui, armados e municiados, respectivamente, pelo diploma e pela credibilidade.
FISCALIZAÇÃO ELETRÔNICA
POIS É…
A Federação Paulista de Futebol confirmou o credenciamento do Clube Atlético Assisense para a disputa da Série B do Paulistão 2012. O estádio Tonicão precisa de visita técnica para, se aprovado, receber jogos oficiais da competição.
SECA TRANSPARENTE
Na região de Cândido Mota tem produtor rural que acumula mais de 60% de perda da soja. Motivo: a estiagem de 40 dias entre o final de novembro e o início de janeiro, somada à falta de chuva de duas semanas entre o final de janeiro e o início de fevereiro.
EXPLICADO
Meus amigos da ESPN explicam o porquê de eu não conseguir, em Assis, ter o canal ESPN HD. Óbvio, não é, Cláudio Messias? Para ter o canal em HD é preciso ter retransmissão em igual qualidade. Então, tá… eu, assisense, não tenho sinal em alta definição chegando através de cabos ditos de fibra ótica. E comprei um televisor Full HD de alegre!
BALINHAS I
É cada vez mais frequente, no comércio, me oferecerem uma ou mais balas – doces – como troco para alguns centavos da sobra entre o que compro e o que pago. Dia desses, recebi duas balas de hortelã como troco para vinte centavos.
BALINHAS II
Se duas balas valem vinte centavos nesse estabelecimento comercial, isso significa que com dez balas eu tenho um real. Comento isso com meu filho, que tem 14 anos, e ele indaga: “se eu for a essa loja com 100 balas de hortelã, pago com essa mercadoria uma compra de dez reais?” Perguntinha básica.
MEDIDA INCERTA
Alguns milhares de quilômetros rodados na semana passada me impedem de ter parâmetros para o controle de peso que iniciei aqui na postagem anterior. O motivo: a viagem foi regada a camarão e, no meio do período, comemoração a meu aniversário. Uma semana de fuga e, hoje, uma falta de coragem danada de subir na balança. Antes da viagem eu estava com 100,9 kg, cumprindo minhas metas de hidromusculação três vezes por semana e controle da refeição à noite. Mas a viagem, que não estava programada e surgiu repentina, interrompeu isso. Na próxima postagem eu coloco meu peso atual e o peso até lá.
STATUS
A empresa de ônibus Andorinha foi citada em reportagem do programa Fantástico, da Rede Globo, neste domingo, 12. Uma equipe de consumidores testou os serviços de atendimento daquelas empresas de ônibus e aéreas consideradas pela emissora como as maiores do país. A avaliação da Andorinha, no geral, foi regular. Mas, o fato de figurar na lista das melhores – tudo bem que uma lista global tenha ressalvas – teve impacto positivo compensador.
BATE PONTO
Reencontro, aqui, meu amigo Roberto Cézar Pereira. Jornalista de impresso, apaixonado pelo rádio, lamenta que o andar da carruagem coloque MAC e Assisense no mesmo campo da Série B em 2013. O Marília de lá com a suspeita de que cairá e o Assisense daqui com a possibilidade de não subir.
DELEITE
Extremamente harmonioso o texto do jovem Kalil Dib aqui neste Assicity.com. E eu não vejo a hora de comprar jujubas a 1 real.
PAREM O MUNDO PORQUE EU QUERO DESCER…
Como já dito aqui, neste espaço, estamos reformando nossa casa. Comprando tintas da marca Suvinil, uma surpresa (desagradável): a mesma lista, com os mesmos itens e, pior, da mesma marca, com uma diferença de 700 (SETECENTOS) reais de uma loja para outra. Onde: na avenida Armando Sales de Oliveira.
*Jornalista, professor universitário e mestre em Ciências da Comunicação pela ECA/USP.

