O Tribunal do Júri de Ponta Grossa, no Paraná, marcou para o dia 09 de julho, o julgamento de três acusados pelo homicídio de Fernanda Franco dos Santos. A decisão foi proferida pela Vara do Tribunal do Júri do município e ocorre após a confirmação, pelo Tribunal de Justiça do Paraná, do envio dos réus a júri popular. Dois dos investigados foram presos em novembro de 2024, em Assis, durante o avanço das investigações.

O caso remonta ao dia 31 de agosto de 2024, quando a vítima foi morta a tiros em sua residência, no bairro Uvaranas. De acordo com denúncia do Ministério Público do Paraná, o crime teria sido planejado e executado com a participação de várias pessoas, incluindo indivíduos ainda não identificados, responsáveis pelos disparos que causaram hemorragia interna.

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Ao todo, cinco pessoas da mesma família foram denunciadas por homicídio qualificado, com agravantes de motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. No entanto, dois dos denunciados foram impronunciados pela Justiça — decisão que, nesta fase, encerra o processo contra eles.

Segundo a acusação, o crime teria sido motivado por vingança. Os denunciados acreditavam que a vítima teria envolvimento na morte de uma parente da família, em um caso anterior registrado também em Ponta Grossa. Ainda conforme o Ministério Público, a vítima foi atraída sob o pretexto de reatar um relacionamento e acabou sendo surpreendida pelos atiradores, na presença dos filhos.

Durante o andamento do processo, um dos réus chegou a confessar, em interrogatório judicial, que ordenou a execução. Ele afirmou que tomou a decisão por acreditar na participação da vítima no crime anterior e que teria planejado a ação enquanto estava preso. Os demais acusados negaram envolvimento.

O que diz a defesa

Em nota, a defesa técnica, representada pelo escritório Alves & Vanzella Advogados Associados, de Assis, informou que já apresentou provas e arrolou testemunhas consideradas essenciais na fase prevista no artigo 422 do Código de Processo Penal.

Os advogados Laerte Vanzella e Marcos Alves – Foto: Reprodução

Os advogados também comunicaram que ingressaram com pedido de desaforamento junto ao Tribunal de Justiça, solicitando a transferência do julgamento para outra comarca. Segundo a defesa, a medida busca garantir a imparcialidade do júri, diante da repercussão do caso na cidade onde ocorreu o crime.

“A defesa técnica apresentou as provas elementares e testemunhas imprescindíveis. Também foi interposto pedido de desaforamento visando a mudança de comarca para julgamento do Tribunal do Júri, em virtude da repercussão local do caso”, diz o posicionamento assinado pelos advogados Dr. Pós. Marcos Vinicius Alves da Silva e Dr. Pós. Laerte Henrique Vanzella Pereira.

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