12 de Maio de 2021
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Lutécia e Cândido Mota suspendem aplicação da 2ª dose da vacina contra Covid após atraso na entrega

Prefeituras alegam que acabaram os frascos para a imunização desse grupo, mas afirmam que ainda está dentro do prazo para o público-alvo receber a segunda dose.

As cidades de Lutécia e Cândido Mota (SP) suspenderam a aplicação da segunda dose da vacina contra a Covid-19 nesta semana. As prefeituras alegam que houve atraso na entrega dos imunizantes.

De acordo com a Prefeitura de Lutécia, o atraso ocorreu depois que o Instituto Butantan interrompeu a produção de vacinas devido à falta de insumos. No entanto, um novo lote do insumo chegou ao Brasil no início da semana e a produção da CoronaVac foi retomada.

Ainda segundo o município, o intervalo maior entre as duas doses da vacina não invalida o efeito da primeira. Por isso, assim que a cidade receber os imunizantes, a prefeitura vai divulgar novas datas, locais e horários para a aplicação.

Em Cândido Mota, a Secretaria de Saúde também interrompeu a aplicação da segunda dose da vacina contra a Covid-19 nesta sexta-feira (23). O motivo é que o Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) do município informou que as vacinas para os idosos com 68 anos ainda não foram entregues.

Segundo a prefeitura, assim que as doses forem repassadas, a população será comunicada e a aplicação da segunda dose em idosos com 68 anos será retomada.

A prefeitura também informou que não haverá prejuízo na imunização, já que a segunda dose para a faixa etária deve ser feita entre 21 e 28 dias após a aplicação da primeira.

Em nota, a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo disse que "não há 'atraso' no envio, uma vez que as doses destinadas ao público de 68 anos contam com intervalo de 28 dias". Segundo a pasta, o prazo de aplicação para esse grupo é até 30 de abril, portanto, o cronograma está dentro do prazo.

Disse ainda que os municípios precisam cobrar o Ministério da Saúde sobre a chegada das doses e que, à medida em que o Ministério da Saúde encaminha as doses da vacina contra a Covid-19 para o estado, a Secretaria de Estado da Saúde envia as doses suficientes para garantir a imunização em primeira e segunda dose para as prefeituras.

"O Plano Estadual de Imunização (PEI) é claro e objetivo, cabendo às prefeituras utilizar as vacinas de acordo com os critérios técnicos e públicos, ou seja, devem respeitar as faixas etárias e/ou grupos estipulados, bem como o intervalo de tempo de aplicação entre doses (até 28 dias para a vacina do Butantan e até 12 semanas para a da Fiocruz)", explicou o estado.
G1
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