09 de Agosto de 2022
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Secretaria de Saúde de Rio Preto confirma dois casos de varíola dos macacos

Pacientes são dois homens de 33 e 34 anos. Ambos estão sendo monitorados pela Vigilância Epidemiológica

São José do Rio Preto (SP) confirmou, na noite desta segunda-feira (1º), dois casos positivos de varíola dos macacos.

Segundo a Secretaria de Saúde, os pacientes são dois homens, de 33 e 34 anos, que foram diagnosticados com a doença no dia 30 de julho.

O primeiro começou a sentir os sintomas no dia 23. Já o outro apresentou os primeiros indícios no dia 26. Os dois são monitorados por equipes da Vigilância Epidemiológica de Rio Preto.

Varíola dos macacos

A varíola dos macacos foi confirmada, até o momento, em mais de 16 mil pacientes espalhados por 74 países.

No dia 23 de julho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a doença como uma emergência global de saúde. Outras enfermidades que ganharam o mesmo status nos últimos anos foram Covid-19, zika e ebola.

A varíola dos macacos é uma infecção causada por um vírus que geralmente se manifesta de forma leve. Os principais sintomas são febre, dor e o aparecimento de lesões e feridas em algumas partes específicas do corpo.

O que é a varíola dos macacos?

Trata-se de doença causada pelo vírus monkeypox, que pertence à mesma família do vírus da varíola humana.

Os casos dessa infecção eram relativamente comuns na África Central e na África Ocidental, especialmente em regiões com florestas tropicais. Mais recentemente, o número de casos parece ter aumentado também em áreas urbanas.

Apesar do nome, os principais hospedeiros desse vírus na natureza são roedores. Mas primatas não humanos também são afetados por esse tipo de varíola.

Como a varíola dos macacos é transmitida?

A varíola dos macacos é transmitida quando alguém tem contato próximo com as lesões de pele, as secreções respiratórias ou os objetos usados por uma pessoa que está infectada.

O vírus ainda pode ser passado de mãe para filho durante a gestação, através da placenta.

Até agora, o patógeno não foi descrito oficialmente como uma infecção sexualmente transmissível, mas a doença pode ser passada durante a relação sexual pela proximidade e o contato pele a pele entre as pessoas envolvidas.

Muitos dos casos registrados até o momento foram observados em homens que fazem sexo com outros homens. Isso levou, inclusive, a Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido a pedir que esses indivíduos prestem mais atenção a coceiras ou lesões de pele que lhes pareçam incomuns, especialmente na região anal e genital.

Eles foram orientados a contatar seus serviços locais de saúde no caso de algum sintoma ou preocupação. Mas autoridades ressaltam que qualquer pessoa, independentemente da orientação sexual, pode ser contaminada.

Animais infectados, como macacos, ratos e esquilos, também podem transmitir o vírus.

Quais são os sintomas da varíola dos macacos?

A OMS explica que o período de incubação (o tempo entre o vírus invadir as células e o aparecimento dos primeiros sintomas) costuma variar de seis a 13 dias, mas pode chegar até a 21 dias.

A partir do início dos sintomas, a infecção pode ser dividida em dois momentos. Primeiro, acontece o período de invasão, que dura até cinco dias. Neste momento, o paciente pode apresentar:

- Febre;
- Dor de cabeça forte;
- Inchaço nos linfonodos (conhecido popularmente como "íngua");
- Dor nas costas;
- Dores musculares;
- Falta de energia intensa.

Terminado o período de invasão, começa a segunda etapa, que é marcada por feridas na pele. Geralmente, essas marcas cutâneas surgem depois de um a três dias do início da febre.

As feridas costumam se concentrar no rosto, nas extremidades do corpo, como a palma das mãos e na sola dos pés, na mucosa da boca, na genitália e nos olhos.

Os médicos relatam que, no surto atual, as lesões têm sido mais frequentemente encontradas na região do ânus e dos genitais.

Elas surgem como feridas planas e, com o passar do tempo, formam pequenas bolhas com líquido dentro. Depois, ganham uma casquinha.

Mas o paciente pode ter apenas uma vermelhidão na pele que se assemelha a uma irritação.

O número de marcas cutâneas varia bastante: alguns pacientes apresentam poucas, enquanto outros chegam a ter milhares.
Divulgação G1
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