23 de Outubro de 2020
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Dia Internacional do Idoso: saiba quando procurar um otorrinolaringologista

Dra. Isadora Paião indica situações em que a procura do especialista é necessária

Divulgação


Nesta quinta-feira, 1º de outubro, é comemorado o Dia Internacional do Idoso e segundo a médica especialista em saúde do idoso, Isadora Paião, a prevenção e diagnósticos precoces de doenças de ouvido, nariz e garganta são essenciais para um envelhecimento de qualidade.

Hoje o público da chamada terceira idade representa 13% da população brasileira, no entanto, a expectativa é que o país tenha cerca de 30% de sua população idosa em 2050. Além disso, espera-se que, a partir de 2030, a quantidade de brasileiros na faixa etária de 60 anos ou mais supere aquela que compreende dos 0 aos 14 anos.

Confira em quais situações se deve procurar um especialista da área:

Ronco e apneia do sono

Esse não é um problema que costuma aparecer somente na velhice, mas pode ser agravado devido à falta de tratamento adequado e a fatores como obesidade e tabagismo.

Segundo Isadora, 60% dos homens e 40% das mulheres acima de 65 anos roncam ou têm apneia do sono. "Pelo fato de alguns idosos morarem sozinhos isso pode prejudicar a percepção do problema, não podendo ser tratado da melhor maneira", avalia.

Surdez ou dificuldades auditivas

A surdez no idoso é relacionada ao envelhecimento natural do paciente e segundo Isadora Paião, entre 50 e 60 anos há uma perda natural do número de células auditivas.

"Esse processo, entretanto, pode ser intensificado a partir de outras doenças como diabetes, pressão alta, tabagismo e consumo de álcool em excesso", explica a médica.

Divulgação - Médica Isadora Paião, especialista em saúde do idoso
Médica Isadora Paião, especialista em saúde do idoso


É importante que o diagnóstico seja precoce e o exame indicado para esse rastreio é a audiometria.

Zumbido no ouvido

Além da perda de audição, outros problemas relacionados ao ouvido podem ser comuns nessa fase da vida, como os zumbidos.

O principal fator é a perda auditiva , 85-96% dos pacientes com zumbido apresentam algum grau de perda auditiva. Outros fatores associados são: distúrbios metabólicos, distúrbios do sono, distúrbios de ordem emocional, fatores de ordem ocupacional (ruído) e história familiar.

"São vários os fatores que podem levar o paciente a registrar o problema. Por isso, é muito importante que se faça um diagnóstico precoce para identificar, inclusive, os hábitos deste indivíduo que contribuem para o quadro", explica.

Vertigem e distúrbios de equilíbrio

Esse problema pode interferir diretamente na autonomia do idoso e pode ser gerado por comprometimentos neurológicos ou do labirinto, dentre muitas outras causas.

"A abordagem multidisciplinar é essencial para cuidar de forma adequada do idoso, sendo assim, muitas vezes o geriatra necessita da ajuda dos colegas de outras especialidades para cuidar de forma integral do idoso, abordando todos os aspectos de sua vida e proporcionando a melhor experiencia possível ao envelhecer” finaliza a médica.
Redação AssisCity
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