Buscar no site

Após falta de energia, bolsonaristas pretendem ir ao STF para barrar privatização da Sabesp

Mais de 315 mil imóveis da Grande São Paulo permanecem sem energia mais de 3 dias depois do temporal a região no final de semana; Segundo a Sabesp, ao menos 1,5 milhão de pessoas ficaram sem água no estado

Redação AssisCity

  • 07/11/23
  • 12:00
  • Atualizado há 36 semanas

A falta de energia que atinge o principal estado do país, São Paulo, ganhou um novo capítulo na manhã desta terça-feira, dia 7 de novembro. De acordo com a colunista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, um grupo de bolsonaristas pretendem entrar com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar barrar a privatização da Sabesp, anunciada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em agosto e que pode ser concretizada até o final de 2023.

A ideia do pedido de embargo do projeto de privatização se deu após mais 315 mil imóveis da Grande São Paulo terem ficado mais de 72h sem água e sem energia depois do temporal que atingiu a região durante o final de semana e que deixou ao menos 6 pessoas mortas. De acordo com a Sabesp, cerca de 1,5 milhão de pessoas ficaram sem água após o temporal e só teve o abastecimento normalizado nesta segunda, dia 6.

Rafa Neddermeyer/Agência Brasil - Após falta de energia, bolsonaristas pretendem ir ao STF para barrar privatização da Sabesp - FOTO: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Após falta de energia, bolsonaristas pretendem ir ao STF para barrar privatização da Sabesp - FOTO: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

De acordo com o que publicou a colunista, o grupo é formado por economistas e advogados que estiveram no governo Bolsonaro e que o apoiaram à reeleição. A ideia é ir até o ministro do STF André Mendonça, que foi indicado pelo ex-presidente, e apresentar dados indicando possíveis prejuízos causados aos consumidores paulistas nestes últimos dias.

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) informou nesta segunda-feira, 6, que pretende abrir uma investigação para apurar se houve omissão da concessionária Enel no restabelecimento de energia - a empresa foi privatizada em 2018 pelo governo Temer e isso deve ser usado no pedido. Também nesta segunda-feira, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) se reuniu com o governador de São Paulo e com o prefeito da capital, Ricardo Nunes, para cobrar explicações sobre os problemas de fornecimento de energia que ainda persistem mais de 3 dias após o temporal.

O movimento contra a privatização da Sabesp ganha então mais adeptos, como Fabio Wajngarten, que foi chefe da Secretaria de Comunicação no governo Bolsonaro, que comentou o assunto no X (antigo Twitter), dizendo que "existe uma direita preocupada com a soberania do Brasil", acrescentando que "a Sabesp é um ativo estratégico do país, é uma das maiores empresas do mundo na distribuição de água e também na área do saneamento básico. Não faz sentido sairmos do monopólio público para cair no monopólio privado e não podemos deixar a população refém de grupos empresariais que mal conhecemos", escreveu na rede social.

Agência SP - Privatização da Sabesp é um dos principais projetos do governo Tarcísio de Freitas - FOTO: Agência SP
Privatização da Sabesp é um dos principais projetos do governo Tarcísio de Freitas - FOTO: Agência SP

Em outubro, funcionários da companhia entraram em greve em todo o estado contra a privatização. O projeto de privatização da Sabesp é um dos principais projetos do governo de São Paulo, que tem defendido a venda da empresa como uma forma de melhorar a eficiência do serviço e reduzir custos.

No entanto, o projeto é fortemente criticado por trabalhadores, movimentos sociais e entidades ligadas ao meio ambiente. Os críticos afirmam que a privatização da Sabesp levará à redução da qualidade do serviço, ao aumento dos preços e à perda de controle público sobre um serviço essencial.

Receba nossas notícias em primeira mão!

Mais lidas
Ver todas as notícias locais