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18/01/2016

Homens dão cantadas nas próprias mães em campanha contra o assédio sexual

Pensando nisso, a marca identificou dois homens que tinham o hábito de assediar mulheres nas ruas e contatou suas mães para um experimento

Com o intuito de chamar a atenção para um problema muito sério no Peru e no mundo, a marca de artigos esportivos Everlast decidiu fazer uma campanha diferente, intitulada "Assobie para sua mãe". Segundo o vídeo, que foi assistido mais de 14 milhões de vezes (somando a versão em espanhol e a com legendas em inglês) em Lima, 7 em cada 10 mulheres são assediadas sexualmente nas ruas.

Pensando nisso, a marca identificou dois homens que tinham o hábito de assediar mulheres nas ruas e contatou suas mães para um experimento. Elas foram disfarçadas, com cabelos e maquiagens diferentes, e colocadas propositalmente onde seus filhos estavam. Uma das mães, após receber uma cantada do próprio filho e ser indagada porque estava vestindo aquele tipo de roupa, respondeu: "Qual é o seu problema? As mulheres podem usar o que elas quiserem."

No segundo caso, a mãe, muito envergonhada da atitude do filho, argumenta: "Que bonito heim? Você acha que você é engraçado com as mulheres? Como você pode estar assediando elas? Você não está envergonhado?".

A campanha não é nova, mas tem ganhado cada vez mais repercussão. Quatro meses após seu lançamento, uma lei bem polêmica foi aprovada no Peru. O assédio de rua já era proibido no país desde 2014, mas não havia uma punição definida. Com um projeto de lei aprovado no ano passado, a pena para quem tiver esse tipo de conduta pode chegar a 12 anos de cadeia.

O texto define abuso sexual em espaços públicos como "conduta física ou verbal de natureza ou conotação sexual realizada por uma ou mais pessoas contra outra pessoa que não queira ou rechace essa conduta por considerar que tal ação afeta sua dignidade […>, criando contra ela [a vítima> intimidação, degradação hostil, humilhação ou um ambiente ofensivo em espaços públicos".

O fim do vídeo volta a frisar o número absurdo de mulheres que são vítimas de assédio no Peru: mais de 10 milhões. "Se você assedia mulheres, não espere que a gente faça você assediar sua própria mãe para começar a respeitá-las". Confira: (Com informações do Spotniks).



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