Um dos três investigados pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) suspeitos de integrarem uma quadrilha especializada na inserção de dados falsos no sistema da Receita Federal, receptação de espelhos de documentos públicos, falsificação, fraudes bancárias e contra o comércio, receptação de veículo e lavagem de dinheiro que permanece foragido, o advogado Carlos Alberto Gonçalves, teve a licença da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) cassada em 2007.
A informação foi confirmada pelo presidente da entidade em Marília, Tayon Berlanga. Segundo apurou a reportagem do Jornal Diário, a inscrição de Gonçalves foi cassada em decorrência da não prestação de contas a seus clientes. Ele cobrava de forma adiantada e não dava nenhum tipo de assistência judiciária. Além disso, ele também foi investigado por colaborar na fuga de presos que ele representava.
Além do ex-defensor, permanecem foragidos João Bosco Dias da Silva e Esther Rodrigues Diego. Na ação, desencadeada na quarta-feira passada (25), sete pessoas foram presas apenas em Marília, entre ela o contador Adelino Brandt Filho. Ao lado de Gonçalves, eles lideram o bando no esquema fraudulento.
Na ação, o GAECO apreendeu cerca de 30 mil “espelhos” em branco de cédulas de identidade de diversos estados, centenas de selos desviados de cartórios e que seriam usados para autenticação, documentos de transferência de veículos em branco, RGs e CPFs falsificados, carteiras de trabalho e espelhos de CNHs, além de pilhas de documentos públicos e mais de R$ 32 mil em dinheiro e cheques.









