Pequenos cortes e machucados são comuns no dia a dia de qualquer pessoa. Mas, muitas vezes, essas feridas demoram muito mais tempo para cicatrizar do que o esperado. Estudos em biotecnologia vêm desenvolvendo medicamentos que podem acelerar esse processo de cura. E um deles envolve a matéria orgânica que dá origem à já tão conhecida “borracha”.

Membranas feitas de látex têm sido usadas como próteses e enxertos médicos por serem bastante bio-compatíveis e por apresentarem um estímulo natural à angiogênese – que nada mais é do que o crescimento de vasos sanguíneos que auxiliam a cicatrização.

Pesquisas recentes em biotecnologia e medicina buscam utilizar tais membranas como “carregadores de medicamentos”. Ou seja, essas membranas orgânicas levariam doses exatas dos remédios para os lugares certos no corpo. Isso aceleraria muito a ação dos fármacos, uma vez que, com injeções intravenosas, o índice de medicamentos que chegam ao seu destino final no organismo é de apenas um em dez mil.

Nessas pesquisas, um dos fármacos utilizado é Diclofenaco de Sódio, que tem ação antiinflamatória, analgésica e antipirética. Com a utilização de membranas orgânicas, é possível otimizar e agilizar os processos de cicatrização da pele, garantindo, também, uma ação antiinflamatória localizada, evitando possíveis complicações.

Vale ressaltar que esses estudos são promissores, pois, quando finalizados, vão atingir diretamente aos consumidores. Isso porque o projeto final é produzir um novo tipo de “band-aid” contendo látex com Diclofenaco de Sódio que, ao ser colocado em contato com a pele, reage com a liberação do medicamento, auxiliando e acelerando diversos tipos de tratamentos.

Patricia Businaro Aielo, Diretora do Departamento Administrativo Jurídico da Biotec Jr., Gestão 2012.

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