Todo dia se comemora alguma coisa nesta terra. E de vez em quando para que o assunto seja efetivamente lembrado, analisado e discutido são criadas as semanas comemorativas.

Pois bem, de 18 a 25 de setembro, será comemorada a Semana Nacional do Trânsito.

E o tema da semana é “Cidade para as pessoas. Proteção e prioridade ao pedestre”.

Com certeza em todo o país, acontecerão muitos debates e atividades com foco nesta questão fundamental nas relações diárias entre as pessoas no dia a dia do trânsito.

Em Assis e na região, espera-se que também aconteçam muitas ações abordando a questão do trânsito, para uma maior conscientização e proteção das pessoas, especialmente o pedestre.

Especificamente no caso de Assis, observa-se que há algum tempo o trânsito vem sendo objeto de mudanças e via de consequência de questionamento por parte da população.

É fato que existe muito descontentamento com algumas mudanças, principalmente relacionadas ao estabelecimento da mão única. Na principal avenida da cidade, a Rui Barbosa, por exemplo, comerciantes reclamam da necessidade de modificações para não acabar com as empresas, muitas delas inclusive já fechadas.

Também a distribuição de semáforos, sem um estudo técnico acaba gerando uma lentidão inconcebível em determinadas vias públicas. Chega-se ao cumulo de se ter três semáforos seguidos, um em cada esquina, o que demonstra a necessidade de uma avaliação mais técnica para o trânsito.

Também o número de acidentes nos cruzamentos, com o envolvimento de motocicletas é algo preocupante, havendo a clara necessidade de uma campanha intensiva por parte dos órgãos responsáveis para a conscientização e orientação nas vias públicas. A nossa cidade há muito não faz qualquer campanha de melhoria do trânsito urbano.

Aproveitando a semana nacional do trânsito, talvez seja o momento de se repensar e analisar várias questões e permitir que a população, que se utiliza das vias públicas da cidade,possa ter voz.

É evidente a responsabilidade dos gestores do trânsito para reduzir o quadro de acidentalidade, com ações contínuas de fiscalização e de educação, além das medidas de engenharia de tráfego. Esta meta não pode ficar restrita às equipes técnicas, mas abranger a participação do conjunto da sociedade. Se não houver o envolvimento diário de todos os segmentos, certamente os resultados não avançarão como se deseja.

Na verdade, nada justifica uma única morte no trânsito. Esta guerra absurda, com cerca de 50 mil vítimas fatais por ano no país, atinge e enluta a todos.

E isso precisa acabar. Nossa missão, permanente, é de mudar a cultura existente, em busca de uma maior cordialidade nas relações; de respeito aos limites.

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Cidade para as pessoas...

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Henrique H. Belinotte – advogado do Escritório Belinotte&Belinotteadvogados

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