“Imaginei, pela primeira vez, como seria a vida sem alguém que me chamasse “Mamãe, mamãe”. Até que um dia soltei a declaração que por muitos anos ecoou (às vezes ainda ecoa) como desacato a familiares: “Eu não, não vou ter filho”. E minha avó, a mesma que queria voltar no tempo e desfazer gestações, pôs o dedo em riste, olhar de professora: “Você tem que ser mãe pra saber pelo que sua mãe passou”. Quanto ressentimento cabe no amor materno?”.

O relato é da publicitária Ana Luiza de Figueiredo Souza, que aos 29 anos completos debruçou-se sobre esse tema maternidade em sua tese de mestrado, após escolher não maternar.

Como é optar em não ser mãe na atualidade? Ana Luiza é personagem e também fonte para uma matéria de comportamento que aborde o julgamento da sociedade para com as mulheres que não querem ser mães. Segundo a pesquisadora, a cobrança vivida por elas está mais relacionada ao fato de serem mulheres do que ao de serem mães e lança um olhar realista sobre como o machismo está presente nas configurações sociais.

“Ter filhos possui significado social diferente quando se é homem. Homens com filhos (pais) não lidam com o mesmo nível de exigência e limitação do que mulheres com filhos (mães). A divisão sexual do trabalho de cuidado, a socialização que desde cedo incute nas meninas a obrigação de maternar, configura expectativas e demandas sociais que se mantêm mesmo quando a mulher não tem filhos. (…) Quantas vezes a irmã, a amiga, a professora ou a vizinha são mais cobradas a apoiarem uma mãe recente do que o próprio pai do bebê (ou o Estado)?”

Ana Luiza tem empatia com a maternidade, e mesmo optando por NÃO SER MÃE, decidiu seguir com um amplo e profundo estudo sobre o assunto. Entre em contato para conversar no desenvolvimento de uma pauta de comportamento sobre e a importância de deixar a maternidade menos romantizada possível e a tendência social cada vez mais presente de mulheres que escolheram não ter filhos.

Ana Luiza de Figueiredo Souza - Autora - Divulgação

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