O grupo de voluntários “Doutores do Bem” fizeram a alegria dos moradores do Lar dos Velhos de Assis (SP) neste carnaval. Ao invés de ir para o clube como os outros jovens, eles fizeram uma festa para animar os idosos. “Muita gente foi passear, foi para praia, mas a gente está aqui porque essa é nossa alegria da verdade”, conta Jéssica Rolim Martins, a Dra. Chuchu.

Os quinze integrantes visitam toda semana pacientes do Hospital Regional, mas nesta terça-feira (17), eles mudaram a rotina. O trabalho começou há seis anos e cada um ganha um apelido. O Sidnei Rosa de Morais, ou melhor, o Dr. Batatinha, buscar ajudar para melhorar. “É a melhor forma que encontrei pra ajudar até hoje.”

Segundo o presidente do grupo Luís Augusto Brasil ou Dr. Gudiguim, apesar das brincadeiras serem espontâneas e quase todas sairem de improviso, os doutores precisam de mais do que apenas colocar o nariz de palhaço, tem que ter treinamento. “Os doutores do bem todo ano tem capacitações anuais, trabalhamos com técnica de improviso, de respeitar paciente. Tudo é obrigatório. Nossa visita é optativa. Se paciente não gostar, não entra no quarto.”

E o sorriso é o principal remédio contra o tédio. A cada dança, os mais velhos lembram de outros carnavais. No ritmo da sanfona, a alegria da aposentada Ilda Mazzo, de 65 anos, volta em forma de brincadeiras bem descontraídas. Estava muito bom, muito divertido, gostei muito”, conta.

A festa ensina o que é carnaval para quem na terceira idade nunca foi apresentado, como Aurora Driedo, que nunca foi participou da folia. “É o primeiro da minha vida, estou com 87 anos.”

E todos acabaram ganhando com essa visita. “A gente se sente agradecido. Nós visitam, mas acabamos sendo visitados”, conta a vice-presidente do projeto Ana Ieda Rosa Piedade, a Dra. Ana Flor.

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