O estudo de uma universidade de Marília (SP) comprovou que existem focos de toxoplasmose no bosque da cidade. A doença é perigosa e é transmitida por animais aos seres humanos. Neste caso, o maior risco são as crianças que brincam nos lugares contaminados.

Uma vez infectada, a pessoa pode ter problemas neurológicos, cardíacos e musculares, podendo até perder a visão. A preocupação dos moradores é grande, já que eles perceberam um aumento de felinos que são abandonados no local.

A prefeitura diz que está castrando e vermifugando os gatos, mas segundo uma associação de animais o controle populacional está lento. O bosque é lar de vários animais silvestres, que ficam a exposição dos visitantes, e de outros que andam soltos.

Quem passeia ou faz exercícios no local, já se acostumou com a presença dos gatos também, mas esquecem do perigo que podem trazer. Rosa Ruth Vicentine reclama do mau cheiro que fica no parquinho. “A gente não pode trazer as crianças nessa areia. É muito mau cheiro. Então eu acho que deveria ter um lugarzinho para eles.”

O veterinário Fábio Manhoso contou que das 50 amostras que foram analisadas, treze deram positivo e que quatro deram um valor considerado alto para toxoplasmose. “Conscientizar as pessoas que o abandono de animais no bosque ou em qualquer região da cidade representa um problema para a saúde das pessoas”, ressalta.

Segundo a professora de parasitologia Silvana Coradi, não há como evitar o surgimento da toxoplasmose com vacina e a transmissão é feita através do contato com as fezes do animal. Então a melhor forma de prevenção é retirar os animais do local e lavar as mãos sempre.

O secretário do Meio Ambiente Leonardo Mascarin diz que existe um projeto para instalar câmeras no bosque e tentar impedir que mais animais sejam abandonados.

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