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Ex-prefeito Waldemir rebate acusações sobre as denúncias de inadimplência na sua gestão

[/left]O ex-prefeito de Tupã, Waldemir Gonçalves Lopes, em entrevista ao “Rotativa no Ar” da Rádio Tupã, na última quinta-feira (01)falou sobre as denúncias de inadimplênciae a inclusão da Prefeitura Municipal no Cadin, devido a problemas em sua gestão. A situação foi revelada durante uma coletiva de imprensa feita pelo atual prefeito, Manoel Gaspar, na semana passada.

Na ocasião, o atual prefeito afirmou que o município teve o nome inserido no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público (Cadin) e ficou impedido de receber possíveis verbas de aproximadamente 70 milhões de reais, além de ficar proibido de realizar novos convênios e contratos com recursos federais.

O motivo de a administração municipal estar no Cadin, foi o uso indevido de uma verba recebida pelo Ministério do Turismo no valor de 100 mil reais, que devia ser destinada a realização de um festival cultural. A verba não poderia ser destinada para o uso durante a programação de aniversário do município, como foi feito na gestão de 2009.

Waldemir, na oportunidade de resposta, alegou que não sabia da norma. “O que acontece é que na prestação de contas e a pessoa que prestou essa conta não se atentou, é que como saiu a verba para o Festival Cultural tinha um item lá, nas entrelinhas, que não podia ser para o aniversário da cidade. A moça quando prestou a conta falou que foi um show no mês do aniversário da cidade. Nós não sabíamos que o objetivo daquela liberação de verbas não poderia ser repassado para o aniversário da cidade”, disse o ex-gestor.

Atualmente com os juros corrigidos, o valor devido ao Ministério do Turismo é de aproximadamente 170 mil reais.

Waldemir salientou durante a entrevista que ele mesmo já ficou com o nome inserido no cadastro várias vezes. “Ouvindo a entrevista, dá a impressão que se este governo não der certo, o responsável vai ser o Cadin, existem várias formas de sair do cadastro, uma é entrar com mandado de segurança juridicamente, outra é depositar em juízo, que vai se discutir o mérito; ou simplesmente pagar e ficaquieto. Afinal de contas R$ 70 milhões que virão pra Tupã não se abre mão por causa de R$ 170 mil”

O ex-prefeito afirmou que o problema do Cadin, é um problema solucionável. “Não me venha dizer que a prefeitura está proibida de receber, ele é um problema que se resolve, falar que a prefeitura não vai receber verbas é exagero.”

Outra questão levantada foi sobre o recurso do show do Vadão Gomes para a Exapit. Valdemir informou que o dinheiro veio de uma parceira entre o Governo Federal e o Sindicato Rural, e único questionamento é referente a divulgação da parceria com o Governo Federal. “Houve todos os shows, todas as prestações de contas, não é que a prestação de contas foi rejeitada. O que o governo ta querendo saber agora é se houve divulgação da parceria do Governo Federal com o Sindicato Rural e Prefeitura. Vocês podem olhar o cartaz da Exapit de 2009 que tem lá o logo do governo “Brasil Um País de Todos”.

Já em relação às verbas referentes à Educação, o ex-prefeito apresentou documentos que provam que as contas foram devidamente prestadas. Na oportunidade, ele falou que em todo o país foi prorrogado o prazo de prestação de contas, para até 30 de abril 2013. “O que aconteceu foi que a prefeitura prestou a conta, mas não passou eletronicamente para o Governo Federal, os órgãos encarregados. Se abriu um prazo, até dia 30 de abril, o Manoel estava no governo, ele teria ter prestado conta disto ai.”

Ele ainda acrescentou. “A única prestação de conta que não foi feita foi daquela creche da Unesp, porque aquela creche estavam acertando, fazendo o pagamento então tem que ser prestado conta até agora”, ressalta.

“Se tem alguma coisa que está errada, quem tem que verificar é o responsável, pode se errar na hora de prestar contas? Pode, mas o mesmo departamento de finanças está lá, o mesmo departamento jurídico está lá. Usa o departamento jurídico e sai do Cadin. Tem dinheiro pra fazer tanto show, recolha R$ 170 mil e paga”

Waldemir acredita não ter sido de má fé as acusações que foram feitas por Gaspar. “Eu não crítico, só não acho justo só vir aqui e falar que vai deixar de receber verbas, é só resolver o problema, eu entrei um monte de vezes no Cadin e nunca fiz desabafo, eu não vim no rádio falar”, finaliza Valdemir.

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