Na tarde desta segunda-feira, 4, teve mais uma reunião relacionada ao anúncio do fechamento de leitos na UTI Pediátrica do Hospital Regional de Assis. Faixas de protesto foram levadas por enfermeiras e outros funcionários que prestam serviço neste setor à Câmara Municipal, onde vereadores ouviram médicos e os servidores, representante do Sindicato Estadual da Saúde.
Os médicos e demais servidores da FAMAR/FAMEMA (Faculdade de Medicina de Marília) discordam da afirmação da diretora do Hospital Regional de Assis, doutora Elizabeth Salgado, de que a simples redução de dois leitos e readequação da UTI Pediátrica, que passaria a funcionar em uma mesma ala junto a com a Neonatal, não trará prejuízo aos pacientes.
Eles consideram que, na prática, o serviço ficará inviável com comprometimento da qualidade do atendimento, risco e contágio de doenças e que a população sairá perdendo, pois até mesmo outras cidades como Marília e Ourinhos encaminham pacientes para a UTI do Hospital Regional de Assis.
Portanto, na visão dos trabalhadores, é uma forma de fazer com que aos poucos a UTI tenha o trabalho afunilado até ser, no futuro, definitivamente fechada.
Os médicos já tinham agendado uma manifestação nesta segunda-feira, 4, com caravanas que viriam de várias cidades da região para Assis. Mas, vão aguardar o prefeito de Assis, Ricardo Pinheiro Santana, ter na quinta-feira, 7, uma audiência com o secretário de saúde e o governador para tratar do assunto.
Os manifestantes adiantam que se na sexta-feira, 8, o prefeito não apresentar uma resposta do Governo do Estado de que a UTI permanecerá como está, sem redução de leitos, um grande protesto acontecerá no sábado, dia 9.
O outro lado
A Secretaria de Estado da Saúde enviou ao site de notícias esclarecimentos sobre os assuntos UTI e Oncologia do Hospital Regional de Assis: “esclarecemos que há intenção da pasta em ampliar os serviços de oncologia em Assis, para o atendimento de toda a região. E em relação à UTI pediátrica, informamos que devido à baixa taxa de ocupação dos leitos, estuda-se a possibilidade da incorporação do serviço pelo Estado para o devido atendimento, sem nenhum prejuízo à assistência neonatal e infantil”.














