Os familiares do assisense Sérgio de Sousa estão preocupados com a sua saúde e com a situação do paciente no INSS.

Silvania Panobianco é a esposa de Sérgio. Ela conta que o marido possui uma doença degenerativa nos ossos que o impede de trabalhar, mas mesmo assim o auxílio doença do INSS foi negado.

“Nós todos estamos sem saber o que fazer, porque o Sérgio tem uma doença degenerativa nos ossos que não dá condições para que ele trabalhe. As pernas incham muito, ficam inflamadas e ele trabalha como inspetor de alunos em uma escola, ou seja, teria que passar o dia todo andando. Apesar do colégio dar todo o respaldo necessário para ele e inclusive já ter tentado a possibilidade de readaptá-lo, ele não tem como manter o trabalho porque sente muita dor. O problema é que o INSS negou pela segunda vez o auxílio doença dele, sendo que temos todos os laudos e resultados dos exames que demonstram que ele de fato tem a doença. O INSS inclusive já reconheceu o estado de saúde do meu marido, mas disse que ele precisa voltar a trabalhar. A escola onde ele trabalha encaminhou inclusive uma carta para o advogado informando que ele não tem condições de ser reabilitado, então estamos desesperados e sem saber o que esperar”, afirma.

No dia 31 de outubro foi realizada a última perícia pela qual Sérgio passou. Segundo Silvania, a família está em um limbo.

“A última perícia foi no dia 31 de outubro e foi negada. Segundo o resultado, o meu marido teria que voltar a trabalhar naquele dia. O auxílio doença já tinha sido negado uma vez e ele ficou meses sem receber. O problema é que não temos de onde tirar dinheiro para pagar as contas, porque as economias foram gastas durante esse período. Entramos com um recurso da decisão por meio da Justiça Federal, mas a previsão é que só tenhamos uma resposta em dezembro. Até lá estamos no limbo. Ele é pai de família, contribuiu 34 anos com o INSS e nunca deu trabalho, mas agora que precisamos, temos o nosso direito negado”, conclui.

Em nota, a assessoria de imprensa do INSS informou:

“Em atenção ao caso do sr. Sérgio de Sousa, esclarecemos que o segurado recebeu auxílio-doença por aproximadamente três anos, de 26/8/2014 a 7/6/2017. O sr. Sérgio ainda recebeu auxílio-doença por mais um mês, de 29/9/2017 a 30/10/2017, quando o benefício foi encerrado pela perícia médica, que não o considerou mais incapacitado para o trabalho.

O segurado pode recorrer dessa decisão no prazo de 30 dias, por meio de agendamento de recurso pelo telefone 135 ou pelo site inss.gov.br. Outra opção é aguardar 30 dias e dar entrada em um novo auxílio-doença, também pelo telefone 135 ou pelo site do INSS.

Esclarecemos ainda que a função da perícia médica do Instituto é avaliar se o segurado está apto para o trabalho ou não. Caso haja incapacidade para o trabalho, é concedido o benefício auxílio-doença. Porém, se a pessoa tem uma doença, mas essa esteja sob controle (por meio do uso de medicamentos e outros) e não estiver impedindo a pessoa de trabalhar, o pedido de auxílio-doença será indeferido.

O procedimento médico-pericial consiste na análise de laudos médicos, exames, relatórios fornecidos pelo médico que cuida da saúde geral do trabalhador, além de exame físico, que possibilitam verificar se o segurado está ou não em condições de exercer atividade profissional. Cada caso é analisado individualmente pelo médico perito do INSS, que vai verificar a capacidade laborativa, estimar o tempo de recuperação do trabalhador e fixar uma data para o encerramento do benefício.

Caso o pedido seja indeferido, ela poderá entrar com um recurso administrativo. Se a pessoa já recebe o auxílio-doença, mas perto da data fixada para o encerramento do benefício ainda não estiver se sentindo apta, ela pode fazer um Pedido de Prorrogação”, conclui.

INSS nega auxílio a paciente com doença degenerativa, em Assis

Sérgio de Sousa

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