
Por Gustavo Pilizari
E saiu de mim um estrondoso gargalhar penoso, e observo-me mudo…
A canção deixou-se levar pelo ritmo da vida e, agora, encontra-se na curva bamba da maldição dos toques comuns.
–Psiu: eu estou aqui, tudo vai piorar, pode ter certeza!
Nesta manhã vi as gentes perderem docilmente suas inocências ao tocarem o espelho… e num momento único e apavorante vimos nossa carne exposta… e dos homens escutamos o grito seco piedoso da liberdade… Ai meu Deus! E pode você me dizer para que vim? Estou esperando alguém me anunciar para entrar na vida…
Querem entrar… Não esperávamos ninguém… existe mais alguém? Por que ninguém me disse?
E senti nojo do ser que deitado perto das flores balbuciava palavras estranhas dos vermes… e eu senti um tilintar de amargo prazer em conhecer o outro como um todo, de tocá-lo feito um animal sedento… E das delicias o tédio me surpreendeu quando vi que tudo finda-se no começo de tudo que volta ao fim do começo… o nada começou… apenas retorna mais pálido…
E senti tudo como único… morreria pelo momento! Mas, de repente, eis que chega o final e me arrasto para as seqüências de perdas e vontades e desânimos voláteis…
Na verdade, sou do outro!
Gustavo Pilizari é de Quatá e jornalista e mestrando em Comunicação pela Unimar
msn: [email protected]









