Há cidades que se reconhecem por suas igrejas, seus monumentos ou até por grandes feitos econômicos. Assis, no entanto, tem também um patrimônio que atravessa fronteiras e palcos: sua produção cultural. A exposição “Joshey Leão: Memória e Escrita de Si”, aberta no Centro Cultural Dona Pimpa, é mais do que uma mostra artística; é um convite a refletirmos sobre quem somos como comunidade e para onde queremos ir enquanto cidade que valoriza a arte.

Joshey Leão não foi apenas um bailarino de destaque nacional e internacional. Foi um símbolo de resistência, disciplina e talento, capaz de mostrar ao mundo que Assis pode gerar artistas do mais alto nível. Seu legado inspira porque revela o poder transformador da cultura: de uma sala de ensaio em nossa cidade até os mais renomados palcos do país, ele deixou claro que a arte não conhece fronteiras quando há dedicação e paixão.

Ao visitar a exposição, senti que cada fotografia, figurino e registro audiovisual não estava apenas contando a trajetória de um artista, mas também escrevendo um capítulo essencial da história coletiva de Assis. Preservar essa memória é reafirmar nossa identidade cultural e garantir que novas gerações saibam que daqui também nasceram talentos que influenciaram o Brasil e o mundo.

A exposição é, portanto, um marco. Ela mostra a importância de políticas públicas consistentes que tratem a cultura não como adorno, mas como eixo central de desenvolvimento humano e social. Porque ao honrar figuras como Joshey, Assis não apenas presta homenagem ao passado: projeta um futuro onde a arte e a cultura continuam a ser instrumentos de transformação.

Como um cidadão que aprecia a arte e a cultura, convido cada munícipe a visitar a mostra. Mais do que contemplar peças e registros, é uma oportunidade de sentir orgulho de nossa cidade e de se inspirar a seguir cultivando a força criativa que nos define.

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