A decisão do julgamento de um caso que chocou os assisenses em janeiro de 2010 pode sair ainda nesta quinta-feira, 30.
A acusada é Silvia Maria Ribeiro de Almeida, atualmente com 65 anos. Ela é a ex-mulher do médico legista Antônio Marcos Zibordi, que morreu no dia 26 de fevereiro de 2010, após ser atingido por tiros disparados por Silvia.
A defesa da acusada será feita pelo advogado Roldão Valverde, que irá trabalhar com a tese de legítima defesa.
“A defesa irá manter a tese de que o crime foi motivado por legítima defesa. Quando a acusada foi conversar com o ex-marido, ele pulou no pescoço dela e tentou sufocá-la. Foi quando ela atirou para se proteger. Tanto que no momento em que ela foi presa, ela ainda tinha os arranhões da tentativa de esganamento. A filha do casal disse que “minha mãe matou meu pai em um segundo, enquanto ele matou ela por 35 anos””, afirma Roldão.
A ré confessou o crime e chegou a ser detida, mas pôde aguardar o julgamento em liberdade. O júri deste caso já havia sido marcado para o dia 21 de novembro, mas foi adiado e já está em andamento no Fórum de Assis.
Não há previsão de horário para o fim do julgamento.
Relembre o caso
O médico assisense Antônio Marcos Zibordi, de 66 anos, foi morto a tiros na madrugada do dia 26 de janeiro de 2010, em Assis. Silvia já era a suspeita do crime, mas segundo a Polícia Militar, ela mesma confessou o ocorrido e afirmou que não se conformava com a separação, há dois anos, e com o fato de o ex-marido estar se relacionando com uma outra mulher.
Segundo a PM, ela teria livre acesso à casa do médico Antônio Marcos Zibord, conhecido na cidade por ter trabalhado por mais de 15 anos no Instituto Médico Legal (IML) de Assis.
Durante a madrugada, ela teria entrado na casa, localizada em um bairro de classe média na região central da cidade, e ficado à espera dele. Logo que entrou no quarto, ele teria sido atacado com uma pedra. Eles tiveram uma luta corporal e a mulher sacou da bolsa uma arma. Um dos tiros acertou o rosto e o outro o ombro do ex-marido, que caiu no chão. Em seguida, a acusada atirou na nuca dele.
A polícia chegou até a suspeita porque uma testemunha viu uma mulher saindo da casa de Zibord durante a madrugada e o cachorro dele indo atrás dela com o rabo abanando, demonstrando ser alguém conhecido. Os policiais fora até a casa da mulher, que confessou o crime.
A arma foi jogada num terreno em frente a casa dela, que chegou a ser levada para a cadeia de Espírito Santo do Turvo, mas aguardou o julgamento em liberdade.










