Um menino de quatro anos de idade foi resgatado pelo pai por suspeita de ter sido agredido pelo padrasto e pela mãe dele. A criança estava na casa da avó materna.

De acordo com a tia do menino, Sandra Alves Gaspar, a criança estaria presa na casa há mais de seis dias, com graves ferimentos. “Meu irmão fez o que qualquer pai faria, foi até a casa e buscou meu sobrinho. A criança está toda marcada, foi espancada pela mãe e pelo padrasto que estão desaparecidos até o momento”, desabafou.

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Segundo a tia, já foram feitos boletins de ocorrência contra a mãe e já foi feito o pedido de guarda da criança, mas até então não havia conseguido. “Meu irmão tem dois filhos com essa mulher, o mais velho nós conseguimos a guarda, mas o pequeno não, já desconfiávamos das agressões há mais de quatro meses, por isso tentamos tanto tomar ele para nós, mas só agora, no extremo, que o conselho tutelar me deu termo de responsabilidade pela criança”, contou a tia.

Entre os hematomas identificados, Sandra contou que toda a testa e uma das pernas da criança está com manchas roxas e que a barriga dela está inchada.

“Meu sobrinho falou que o padrasto pisou no rosto dele e também reclamou de muita dor na barriga e amanhã fará o exame de corpo de delito”, contou.

Criança foi encontrada com hematomas no rosto e na perna - Foto: Portal AssisCity - Divulgação

Sandra pediu por justiça e se indignou pela situação vivida pela criança. “É muito triste ver ele assim, a criança não tem nada a ver com a condição dos pais. Eu não entendo o porquê da agressão. Precisam encontrar a mãe e o padrasto, pedir justificativas para essa crueldade, eles precisam pagar por isso”, concluiu Sandra.

O caso foi registrado na Polícia Civil. O Conselho Tutelar foi questionado e informou que estava acompanhando o caso, mas precisava de provas para poder agir. “Como hoje a situação foi de flagrante, o Conselho emitiu um termo de entrega sob responsabilidade para a tia da criança. Ela tem prazo de 60 dias para entrar na Justiça e pedir a guarda provisória ou definitiva. Se não, o termo perde validade e a criança volta para a mãe”.

ATUALIZAÇÃO – Em contato com a mãe da criança, que se manifestou no dia 9 de outubro ao Portal AssisCity, ela negou todas as acusações e disse que foi instruída pelo advogado a se manifestar no momento oportuno.

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