Fui a minha terra natal (Oscar Bressane) comemorar o aniversário da minha mãe, Neusa Aparecida Dal Poço da Silva no último dia 23.

Fomos quase impulsionados a não comemorar. Minha mãe diferente de outras ocasiões de quando chegava, ela ia rapidamente preparar algo para eu comer, dessa vez nem se levantou para me abraçar.

Dessa vez ela nem se levantou. Ficou o tempo todo deitada no sofá e as poucas vezes que levantou precisou de ajuda de um andador.

Minha mãe esta acometida de uma doença indetectável, não se sabe se no corpo, na alma ou psicológico. Isso ocorreu depois que Deus chamou meu pai – Antônio José Soares da Silva – num momento difícil da nossa família.

A verdade é que aquela mulher brilhante que carregou com ética e valor nossa família nas “costas” perdeu a força, a estima e a paixão pela vida.

Foi um momento em que podemos reunir meu irmão e minha irmã e desfrutar bastante da presença da minha mãe.

É duro ver sua mãe gradativamente perdendo a vitalidade.

“Mãe, hoje eu descobri que eu cresci, é que de repente eu me vi. Tão sozinho na estrada. Mãe, me dá teu colo, Mãe, mulher que adoro, Mãe, se existo devo a ti meu respirar. Mãe, tão puro amor de mãe. Que às vezes não me vem palavras pra expressar. Mãe, pra ti conjugo o verbo amar” (Mãe com Rick e Renner).

Mãe, só escrevi essas breves palavras para reafirmar que EU TE AMO.

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Minha mãe

[/left]POR MÁRCIO ALEXANDRE DA SILVA

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