O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na época da campanha da presidenta Dilma Rousseff, realizou um comício no Jardim Rochdale, em Osasco (SP), e disse que o Brasil precisava eleger uma mulher após ter colocado um metalúrgico no comando do país, essa era a sua esperança para uma boa administração. Para ele, a figura da mulher não poderia ser vitima de preconceitos, pois elas significam algo sagrado para a sociedade. “Qual é o preconceito que a gente pode ter contra uma pessoa que ensinou a gente a comer quando a gente nem sabia pegar numa colher? Qual é o preconceito que a gente tem contra uma pessoa que perdeu horas e horas para ensinar a gente a andar? Qual é o preconceito que a gente pode ter contra uma pessoa que nos deu o caráter, porque quem dá o caráter não é o pai, é a mãe? Qual é o preconceito que a gente pode ter contra uma pessoa que significa algo tão sagrado na sociedade, como a mulher? Tão importante que só ela pode procriar”, discursou Lula. Por tais motivos, o ex-presidente também ressaltou, sabiamente, que era chegada à hora do Brasil ter a primeira mulher na Presidência da República. “Por isso, companheiras mulheres é que temos que levantar a cabeça humildemente e estufar o peito sem empinar o nariz e dizer: nós já tivemos a coragem de votar num metalúrgico e não erramos e agora vamos votar numa mulher para fazer o que precisa ser feito nesse país. Para mudar definitivamente a história do nosso Brasil.”

É com a mesma visão de esperança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que Ângela Canassa elencou sua candidatura a prefeita do município de Assis, pelo pleito do PHS31. “Estamos vivenciando um ano propicio às mudanças e inovações, no dia 07 de outubro teremos a oportunidade de determinar o rumo de nossa cidade. Assis clama por mais desenvolvimento, novos empregos, novos princípios para a saúde e novas e mais ousadas metas na administração municipal. Para que isso aconteça, Assis precisa de uma liderança política com experiência na gestão pública, e ao mesmo tempo princípios éticos para desenvolver uma administração sólida, e transparente e dar eficiência na aplicação do dinheiro do contribuinte. Por que não uma mulher, para assumir esse papel?”, questiona Ângela.

Entretanto, na visão de Ângela Canassa, devemos analisar também, questões que estão além do sexo frágil, é necessário que saibamos eleger um prefeito pela competência. “Para decidir o seu voto a prefeito procure conhecer o passado do seu candidato, se ele realmente é ficha limpa, se ele já atuou na administração pública e quais os projetos que ele já implantou” adverte Ângela.

Ângela Canassa também salienta que em sua gestão da pasta municipal da educação, na prefeitura de Assis (2009-2011), ela mostrou que é uma mulher que sabe administrar o dinheiro público e que soube planejar e traçar novas metas em prol do desenvolvimento da educação municipal. “Nos três anos da minha gestão foram inúmeros projetos desenvolvidos, entretanto posso ressaltar a implantação do projeto Buriti Mirim, oferecido pela Editora Abril, a reformulação da plataforma do site da Secretaria Municipal da Educação de Assis, migrando para um portal educacional, o investimento de R$ 2 Milhões na creche Bambalalão, que esta em fase de construção no Jardim Paraná, a inovação com a criação do processo de compra dos alimentos dos pequenos produtores rurais de Assis, iniciativa que foi reconhecida pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o investimento na escola Coraly Júlia Gonçalves Carneiro – Eldorado/Nova Assis, R$ 2,2 Milhões (já Inaugurada), a criação de novos cursos de Açúcar e Álcool, no Ensino Profissionalizante, a aquisição do projeto Destino Saraiva, resultado de uma parceria para o ensino da matemática, a construção do prédio do Departamento de Suprimentos – Material – Serviços e Patrimônios, numa área total construída de 1.025,49 metros quadrados, no valor de R$1 Milhão, a contratação de estagiários bolsistas, o investimento de R$ 1,5 Milhões na creche da V. Ribeiro, as parcerias com a Pastoral da Educação e Diretoria de Ensino de Assis, a elaboração do Estatuto e Plano de Carreira do Magistério Público Municipal, aprovado pela Câmara Municipal, a criação de projetos estratégicos em parcerias como o Governo Federal e Secretaria de Esportes e Lazer do Estado, a elaboração da construção da creche CDHU (em fase de construção) no valor de R$ 2,3 Milhões, a elaboração de projetos de formação continuada e cursos de capacitação aos professores, através da UFSCAR, UNESP e FAJOPA, as reformas das unidades escolares: (EMEIF “Henrique Zollner”, EMEIF “Maria Adilecta Mello Ribeiro”, EMEI “Eunice de Lima Silveira”, EMEI “Irmã Maria José Chaves”, EMEI “Profª Aparecida Manoel da Motta”, EMEIF “Alides Celeste”, EMEI “Hilda Miras” e EMEIF “Maria José Silva Valverde”), a aquisição de novos livros didáticos e brinquedos pedagógicos para a educação infantil, o investimento nos projetos de Educação Inclusiva: Fênix educação para autistas, Centro de Equoterapia, Projeto Golfinho, CEDET, Projeto Estimulação pedagógica e fonoarticulatória, Interprete em Libras e Educação Física Adaptada, a criação de novas vagas nas modalidades de Creche, Ensino Fundamental e Escola de Tempo Integral, o investimento na modalidade de Educação Ambiental, a parceria com o Estado de rendeu o Projeto Guru (Canto e músicas), e o principal, quanto assumi a Secretaria Municipal da Educação de Assis, encontramos o IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) com 3,8 e através de nosso trabalho e o empenho dos professores (cujo agradeço muito) alcançamos no final da minha gestão o índice de 6,2 (este índice é previsto pelo Governo Federal para 2017)”, complementa Ângela. Salientando também que essa é a prova de que as mulheres estão aptas para desenvolverem funções no poder público. “Minha gestão na Secretaria Municipal da Educação mostrou a força da mulher e também provou que Ângela Canassa vai além se simples promessas”, finaliza Ângela.

Pioneiras

A luta das mulheres pelo espaço na política é antiga. Ainda no período do Império, em 1880, a dentista Isabel de Mattos Dillon evocou na Justiça a Lei Saraiva (que permitia aos detentores de títulos científicos votar) para requerer seu alistamento eleitoral. Nos anos seguintes, surgiram várias iniciativas isoladas para permitir o voto feminino. Em 1894, Santos, no litoral paulista, promulga o direito das mulheres ao voto. A medida foi derrubada no ano seguinte. Em 1905, três mulheres conseguiram se alistar e votar em Minas Gerais.

Em 1928, o Brasil elege sua primeira prefeita: Alzira Soriano de Souza, na cidade Lages, no Rio Grande do Norte. O voto feminino só se tornou um direito nacional em 1932. Aos poucos, as mulheres foram conquistando cargos que, até então, eram exclusividade masculina. Em 1933, a média paulista Carlota de Queirós é eleita a primeira deputada federal do País. “Cabe-me a honra, com a minha simples presença aqui, de deixar escrito um capítulo novo para a história do Brasil: o da colaboração feminina para a história do País”, disse em seu primeiro pronunciamento na Câmara em 13 de março de 1934.

A Casa ao lado, o Senado, só elegeu suas primeiras parlamentares em 1990. Júnia Marise (Minas Gerais) e Marluce Pinto (Roraima) foram as primeiras senadoras eleitas do Brasil. Em 1994, Roseana Sarney é a primeira mulher escolhida pelo voto popular para chefiar um estado, o Maranhão. Em 2011, as brasileiras obtiveram grandes conquistas. A primeira mulher presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, tomou posse. E no Parlamento, foram eleitas as primeiras vice-presidentas da Câmara dos Deputado (Rose de Freitas, do Espírito Santo) e do Senado (Marta Suplicy, de São Paulo).

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