Recentemente, eu conheci a mim mesma e passei a procurar-me em todos os sentidos.Percebi que aquela pessoa (triste, egoísta e insensível) apenas precisava se encontrar em um mundo que ela própria inventou. Milhões de sonhos voaram até mim e eu reconheci suas faces. Eram semelhantes a uma gota de orvalho que vi cair nesses dias enquanto a cidade chorava. No entanto – eu – mergulhada nas emoções do tempo jamais pensei que atuaria num cenário tão importante: minha vida.
Coisas maravilhosas aconteceram e eu nem sei como explicá-las. Talvez, escolhi o pensamento filosófico porque a realidade é demais para mim. Ou será que é muito fácil? “A maioria das pessoas sente, eu sinto com o pensamento” – uma ideia salva meus erros e recria meus acertos. Uma linguagem um pouco desgarrada do contexto poético deixa-me perplexa. Daí que meus amigos perguntam… “Mas você não entendeu?”.
Queridos, o que eu quero dizer com as minhas interrogações é que nada sei além do amor.
Não conheço a maldade nem tenho vontade de conhecê-la. Sim, sou uma criança incoerente,
mas fazer o quê? Eu poderia citar alguns escritores que não se contrapõem a essa tese. Não
quero. Farei de mim um ponto de exclamação, abrirei as asas dos meus pássaros engaiolados e jogarei todos os meus preconceitos fora. Não culpo ninguém. Não traduzo nada. Eis que em meu peito uma chama reacende-se para que eu possa desfrutar de tudo que corre em minhas veias.
A palavra “eu” comove-me. Sinto uma intensa paixão pelo personagem que Deus adaptou-
me. Posso até caminhar pelo lado errado, mas a retidão está sempre no meu rumo. As
linhas tortas do horizonte conduzem-me a um passo da eternidade. Pela primeira vez eu estou livre e posso dizer sem gaguejar: sou feliz, mas nem por isso necessito de felicidade.
[left]
[/left]*Isabella Cristina Vieira Nucci – Por A Poeta das Estrelas é universitária de Letras na Unesp de Assis.










