Se foi na pobreza de uma manjedoura que o Menino Jesus nasceu numa gruta de Belém;

Se o Filho de Deus, que poderia ter vindo ao mundo nascendo na mais rica mansão daquela época, inclusive num berço bordado de ouro, preferiu a pobreza de um presépio;

Se o Filho de Deus quis nascer de uma simples mulher judia, esposa de um pobre carpinteiro;

Então, por que são tantos os que insistem em fazer do Natal apenas uma oportunidade de festas, com mesas fartas de comidas caras e bebidas finas?

Depois, eles ainda cantam a canção milenar “Noite Feliz”.

Mas, o que é uma noite de Natal feliz?

Uma noite de Natal feliz só pode acontecer nos lares onde reinam harmonia, paz e amor, ainda que sobre a mesa desses lares tenha apenas um pedaço de pão.

Uma noite de Natal feliz só pode mesmo acontecer nos lares onde o coração de cada membro da família seja uma manjedoura para o Menino Jesus nascer.

Felizes são aqueles que na noite de Natal podem cantar “Noite Feliz” com a alma e o coração, porque esses sim sabem o que é uma noite de Natal Feliz.

A maior beleza do Natal não está nos presentes, na comida e na bebida, ou em muitos encontros e abraços que não dizem nada.

A maior beleza do Natal não está no colorido das luzes, nos enfeites e ornamentações.

A grande beleza do Natal está no que ele realmente significa: a presença de Jesus Menino nos corações que amam de verdade.

Nasce de novo, Menino Jesus, neste Natal, nos corações que não sabem amar.

Nasce de novo, Menino Jesus, nos corações endurecidos pelo ódio e pelo rancor.

Nasce de novo, Menino Jesus, neste Natal, nos corações que ignoram que o Natal é o dia do seu aniversário.

Nasce, Jesus, nesses corações, porque nos corações que contigo aprenderam a amar, nesses, a gente sabe que tu vais nascer.

A gente sabe Jesus, que os corações que amam serão sempre uma gruta para que tu continues nascendo na Belém do mundo.

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