O julgamento dos acusados pela morte do mototaxista Arinelson Bento de Oliveira será realizado nesta quarta-feira, 3 de junho, no Fórum da Comarca de Assis. O crime ocorreu em março de 2018 e, após oito anos de tramitação judicial, os réus serão submetidos ao Tribunal do Júri.
Arinelson tinha 20 anos e foi baleado na madrugada do dia 4 de março de 2018, no Parque Colinas, em Assis. De acordo com a reportagem do Portal AssisCity do dia dos fatos, a vítima estava em um Fiat Uno azul quando foi atingida por disparos de arma de fogo no cruzamento das ruas Oswaldo Dorácio Mendes e José Maurício Nucci.
Segundo informações da Polícia Militar divulgadas na época, o jovem foi encontrado com ferimentos causados por tiros na região do pescoço e da axila. Mesmo ferido, conseguiu informar aos policiais que os disparos haviam sido efetuados por uma pessoa que estava em um veículo Corsa vermelho.
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Arinelson foi socorrido por uma equipe do Corpo de Bombeiros e encaminhado ao Núcleo de Atendimento Referenciado (NAR) do Hospital Regional de Assis. Após permanecer internado por 12 dias, não resistiu aos ferimentos e morreu na noite de 16 de março de 2018.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, os acusados teriam planejado o homicídio como forma de retaliação após Arinelson informar policiais militares sobre um ponto de tráfico de drogas supostamente gerenciado por um dos suspeitos.
Ainda conforme a denúncia, um dos investigados teria sido a única pessoa, além dos policiais, a ouvir a informação repassada por Arinelson e posteriormente comunicado seu comparsa sobre o ocorrido. O Ministério Público sustenta que ambos se uniram para matar a vítima.
A acusação aponta que, na madrugada do crime, os dois ocupavam um Corsa vermelho quando interceptaram o veículo conduzido por Arinelson. Segundo a investigação, um dos suspeitos desceu do automóvel armado com um revólver calibre .38 e efetuou diversos disparos contra a vítima antes de fugir do local junto com o segundo acusado.
O Ministério Público também destaca que, antes de morrer, Arinelson relatou à Polícia Civil a dinâmica do crime e teria identificado os autores à própria mãe. Além disso, a investigação apontou que um dos suspeitos foi encontrado dias depois com a arma que, segundo laudo pericial, teria sido utilizada nos disparos que atingiram a vítima.
Os réus foram denunciados por homicídio qualificado por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.
O julgamento está sendo realizado pelo Tribunal do Júri na Câmara Municipal de Assis desde o início desta manhã e caberá aos jurados decidir se os acusados são culpados ou inocentes pelas acusações apresentadas pelo Ministério Público.

