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Os eternos desafios da nossa cidade

[/left]*Henrique Belinotte

Após as eleições, tem início as abordagens sobre a expectativa em torno de quem assume a administração e vai cuidar dos interesses do município, para beneficiar os cidadãos.

Na realidade, muitos são os problemas crônicos existentes nos municípios e que não são enfrentados por aqueles que estão à frente da administração.

Pegando um gancho neste tipo de abordagem, observa-se que Assis, sem dúvida, apresenta um rol imenso de problemas “eternos” e que não são enfrentados pelos prefeitos que vencem as eleições e administram a cidade.

É evidente que os candidatos devem ter ouvido a população falar e muito sobre a FICAR, durante a campanha. A Feira Industrial e Comercial de Assis que por alguns anos marcou a vida da cidade e da população, simplesmente foi esquecida e nos últimos anos sequer mencionada.

Sem contar o fato de que o local destinado a esse evento, que hoje poderia ser referencia regional da nossa cidade, foi totalmente abandonado. O que estava construído, foi sendo dilapidado e hoje mesmo que se queira, sequer é possível a sua utilização. Destruiu-se o patrimônio público, sem que alguém respondesse por isso.

Com certeza, cabe a próxima administração buscar uma solução, um caminho, que possa equacionar, em definitivo a situação. Ora, se o município não tem condições, outras alternativas poderiam ser viabilizadas, como a terceirização do local, entregando a área para o Sindicato Rural e outras associações, com a garantia de um evento anual para a população gratuitamente. Talvez, sem dúvida, seja a única solução possível.

Outro gargalo que precisa ser resolvido diz respeito ao terminal rodoviário de Assis.

A velha e conhecida Rodoviária está abandonada. O que era para ser a porta de entrada da cidade, transformou-se num local abandonado, sujo, escuro, ocupado por moradores de rua, usuários de drogas e bebidas alcoólicas.

Sem contar o fato de que o cidadão comum atualmente tem medo de ir e de ficar aguardando o ônibus, já que não existe segurança e as mínimas condições de conforto. Aliás, nem mesmo se sabe quem é o responsável pelo local.

Nota-se novamente que a administração publica deixa sua marca de incompetência ao não conseguir gerir um terminal de passageiros, que serve diariamente a população de Assis e da região.

E a saúde?

Também vai precisar de coragem e muita ousadia do próximo administrador. Que por sinal não é médico, mas que enfrentará um setor onde falta tudo.

A reclamação da população é enorme. E se o problema da saúde é grave em todo o país, cada município deve tentar fazer o melhor, pelo menos aos seus munícipes.

E nossa cidade, lamentavelmente, pelo que se colhe das reclamações diárias, sequer fez o mínimo no sentido de permitir uma saúde razoável para a população.

Sabe-se que muitas vezes prevalece aquele ditado, ou seja, “casa de ferreiro, espeto de pau”. É o caso de Assis, onde por oito anos o administrador municipal, um médico, não criou mecanismos que pudessem melhorar a saúde pública, permitindo um atendimento digno aos mais carentes e necessitados.

Perdeu-se a oportunidade de Assis se transformar em modelo nacional de saúde. Uma pena.

Por fim, outros são ainda os desafios do Município de Assis para os próximos anos. Casos de abandono como o Estádio Tonicão, que sequer pôde abrigar uma partida do time local, por não apresentar condições, os trilhos da extinta FEPASA e seus barracões abandonados, que continuam atravancando o desenvolvimento de Assis, o horto florestal, que chegou mesmo a ser invadido pelo movimento sem terra, mas que não é usado pela população de Assis. O trânsito, que drasticamente mudado, sem qualquer discussão da comunidade e sem a apresentação de estudos técnicos, criou insatisfação e desconforto.

Sem contar outros tópicos, que demandaria muitas e muitas matérias.

Uma coisa é certa: o próximo Prefeito terá muito o que fazer. Mesmo trabalhando dirturnamente não dará conta de resolver tudo que se encontra abandonado, além de planejar uma cidade para o futuro.

Henrique H. Belinotte – advogado do escritório Belinotte & Belinotte advogados.

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